Cinzas de um Tom Esquecido
No mundo de Arthemis, a magia não é um dom, é uma herança de sangue que está secando. As grandes linhagens reais governam com o que resta de seus poderes, enquanto o povo comum sobrevive sob a sombra de cidades voadoras que ameaçam cair a qualquer momento.
Lúcius não quer salvar o mundo. Ele é um contrabandista de relíquias que vive de restos, vendendo artefatos mágicos quebrados para pagar o aluguel de uma taverna imunda. Sua vida se resume a evitar guardas e não morrer de fome, até que ele invade o mausoléu de uma linhagem dada como extinta.
Lá, ele não encontra ouro ou joias, mas uma coroa feita de ossos que se funde à sua própria pele ao toque. Agora, Lúcius carrega o peso de um reino morto e o poder de invocar memórias de guerreiros que já se transformaram em pó. Perseguido por reis que cobiçam seu novo "fardo" e assombrado pelas vozes daqueles que ele agora comanda, ele terá que decidir se usa essa herança para subir ao topo ou se quebra o ciclo de poder que está destruindo Arthemis.
Em uma jornada onde o herói é egoísta, o vilão tem motivos compreensíveis e a magia cobra um preço em sanidade, Lúcius descobrirá que, às vezes, para sobreviver entre gigantes, é preciso se tornar o monstro que eles mais temem.