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Capitulo 53 - Tem caroço nesse angu

Dante Maximilliam piscou contra a luz suave que entrava pelas janelas da ala hospitalar, o cheiro de poções e o som suave de passos distantes preenchiam o ambiente. Cada parte de seu corpo estava dolorida, como se ele tivesse sido atropelado por uma manada de testrálios. Tentando se sentar, sentiu uma dor aguda na cabeça e um gemido escapou de seus lábios.

Antes que pudesse processar tudo, uma voz severa e gelada atravessou o silêncio. "Finalmente acordado, Maximilliam?"

Era o professor Snape, que estava ao lado de sua cama com os braços cruzados, o olhar impassível. Ele parecia mais aborrecido do que preocupado, e Dante sabia que Snape não estava ali por sua própria vontade. O fato de ele ser chefe da Sonserina era a única razão pela qual estava presente. Ao lado dele, a professora McGonagall estava de pé, a postura rígida, o rosto marcado por uma expressão de desaprovação tão intensa que Dante quase podia sentir o peso da culpa se acumulando sobre ele. A enfermeira Pomfrey, ocupada em seu canto, preparava algumas poções, mas claramente estava ciente da tensão no ar.

"Dante Maximilliam", começou McGonagall, com a voz grave e cortante, "você tem ideia de quão perigoso foi o que fez? Entrar na Floresta Proibida é uma violação direta das regras de Hogwarts, e isso não pode ser tolerado. O diretor Dumbledore foi muito claro quando proibiu a entrada de alunos lá. E, no entanto, lá estava você, desafiando ordens expressas."

Dante ficou em silêncio por um momento, sua mente ainda um pouco nebulosa. Ele sabia que não podia contar tudo sobre o que aconteceu na floresta – as runas que usou, a criatura que enfrentou, ou o fato de que ele havia lançado feitiços poderosos sem varinha. Ninguém poderia saber até onde iam suas capacidades, especialmente não Snape ou McGonagall.

"Eu não pretendia causar problemas", disse ele, finalmente, em um tom controlado. "Eu estava apenas... testando algumas habilidades. Não esperava encontrar... bem, o que encontrei."

"Testando habilidades?" McGonagall repetiu com um tom incrédulo, a raiva evidente em sua voz. "Você invadiu a Floresta Proibida! Um lugar que Dumbledore proibiu terminantemente, e mesmo assim você entrou lá. Isso não é uma simples infração de regras, Dante, isso é uma demonstração de total irresponsabilidade!"

Snape permaneceu em silêncio por alguns instantes, observando Dante com uma expressão de desdém. Ele claramente não estava ali para defendê-lo ou mostrar preocupação. Se dependesse dele, Dante estaria recebendo uma punição severa imediatamente.

"McGonagall está certa, Maximilliam", disse Snape, finalmente, sua voz carregada de sarcasmo. "Se quiser testar suas habilidades, faça isso em um ambiente controlado, não onde poderia ter acabado morto. A última coisa que preciso é lidar com as consequências de sua imprudência." Sua expressão azedou ainda mais. "Mas, pelo visto, você adora ignorar regras, não é?"

Dante sentiu o olhar de McGonagall queimar sobre ele. Ela estava claramente esperando que ele se explicasse de maneira mais convincente, mas ele sabia que quanto menos dissesse, melhor. Contar a verdade completa apenas complicaria as coisas.

"Eu sei que foi perigoso, professora", disse Dante, tentando manter um tom de arrependimento, mas sem ceder completamente. "Mas eu estava preparado. Eu... achei que poderia lidar com qualquer coisa que encontrasse."

McGonagall bufou, incrédula. "Preparado? Maximilliam, você enfrentou uma das mais perigosas entidades das trevas que já apareceu perto de Hogwarts nos últimos anos! E, a julgar pela sua condição, claramente não estava tão preparado assim."

Dante se endireitou um pouco na cama, sentindo a dor latejar em sua cabeça. Ele sabia que não tinha como justificar sua presença ali sem parecer irresponsável, mas não podia revelar a verdade sobre o que realmente aconteceu. Não poderia contar sobre as runas ou o combate.

Snape olhou para ele, os olhos estreitos. "E por que, exatamente, estava lá? Certamente não para um simples passeio noturno. Sabemos que você encontrou algo... ou alguém."

Dante evitou o olhar de Snape. "Foi um acidente. Eu estava investigando... algumas coisas."

"Investigando?" McGonagall parecia ainda mais irritada. "O que você achava que iria encontrar lá, Dante? Um grupo de criaturas mágicas inofensivas para testar suas habilidades? A Floresta Proibida é chamada assim por um motivo. É cheia de perigos que nem mesmo bruxos adultos ousam enfrentar sem preparação adequada."

Snape suspirou, claramente entediado com a conversa. "Se está tentando impressionar alguém, Maximilliam, falhou miseravelmente. Não esperava mais de alguém da Sonserina, mas isso foi patético."

Dante permaneceu em silêncio, apertando o lençol sob as mãos. Ele sabia que qualquer resposta só pioraria a situação. McGonagall continuava o encarando, esperando algo mais, mas a verdade era que ele não iria contar o que realmente aconteceu. A batalha que ele travou com o bruxo encapuzado – que ele suspeitava ser muito mais perigoso do que qualquer um ali poderia imaginar – tinha sido real, mas aquela história ficaria apenas com ele.

"Eu não vou dizer mais nada", respondeu Dante finalmente, a voz baixa e firme. "Fiz o que fiz, e estou pronto para aceitar as consequências."

McGonagall balançou a cabeça, desapontada. "Você será chamado ao escritório do diretor para uma conversa, Dante. E até lá, espero que reflita sobre suas ações e 60 pontos serão deduzidos da Sonserina por sua imprudência. Hogwarts tem regras por uma razão, e você as quebrou gravemente. A Floresta Proibida não é um campo de treinamento para seus talentos... seja lá quais forem."

"Mas eu tenho uma duvida professora, oque Potter e Malfoy estavam fazendo lá na floresta?" perguntou Dante

McGonagall suspirou pesadamente antes de responder à pergunta de Dante. "Potter e Malfoy estavam na Floresta Proibida sob detenção," explicou ela, mantendo o tom firme. "Eles foram enviados com Hagrid para investigar um assunto que tem nos preocupado... uma criatura tem caçado unicórnios. Algo sombrio está à espreita na floresta."

Dante franziu a testa, absorvendo as palavras. "A criatura que eu enfrentei... estava caçando unicórnios?"

McGonagall assentiu, os olhos cansados. "Sim, parece ser a mesma. Não é a primeira vez que encontramos unicórnios feridos ou mortos recentemente. Potter e Malfoy deveriam estar ajudando Hagrid a investigar. Claro, isso foi antes de você se envolver em uma situação que poderia ter custado sua vida."

Dante permaneceu em silêncio, mas por dentro sua mente fervilhava. Como assim enviaram alunos do primeiro ano para uma missão dessas? Ele não podia acreditar no que ouvia. O diretor Dumbledore, um dos maiores bruxos de todos os tempos, havia permitido que crianças inexperientes fossem jogadas no meio de uma caçada mortal. É totalmente ilógico e imprudente, ele pensou, o rosto permanecendo impassível. O que esses professores estão pensando? Isso parece mais um jogo perigoso do que uma detenção.

A ideia martelava em sua mente. Algo estava profundamente errado nisso. Enviar alunos, especialmente do primeiro ano, para enfrentar uma criatura sombria que matava unicórnios? Isso cheirava a algo mais. Uma armadilha? Um teste? Quanto mais ele pensava, mais o cenário parecia suspeito. Era como se estivessem deliberadamente colocando Potter e Malfoy no caminho do perigo para um propósito desconhecido.

Ele não confiava nisso. Não confiava que fosse apenas um erro de julgamento. Por que Dumbledore faria isso? Era o tipo de coisa que o intrigava profundamente, parecia ter uma segunda camada, e ele precisava ficar atento a isso.

"Eu entendo," disse Dante finalmente, mantendo sua voz neutra, sem revelar seus pensamentos. Ele sabia que expressar suas suspeitas agora só atrairia ainda mais atenção para ele. Melhor ficar quieto e observar mais de perto.

McGonagall olhou para ele com uma mistura de desapontamento e preocupação, antes de se virar para Snape, que observava a cena em silêncio, braços cruzados e semblante fechado. "Aconselho que o Sr. Maximilliam permaneça na ala hospitalar por mais um dia para garantir que esteja totalmente recuperado. Depois disso, uma conversa com o diretor será inevitável."

Snape, sem esconder sua irritação por estar ali, apenas acenou com a cabeça em concordância, ainda mais interessado em manter sua postura de indiferença em relação a Dante. Ele não via razão para prolongar o assunto, especialmente porque não havia mostrado nenhuma preocupação real pelo aluno em questão. "Certifique-se de que ele fique na cama, Poppy," disse ele, com sua voz fria e distante, antes de se virar para sair.

McGonagall lançou um último olhar severo a Dante. "Eu espero que essa seja a última vez que tenhamos essa conversa, Sr. Maximilliam. Não subestime os perigos da Floresta Proibida ou a gravidade de suas ações."

Ela saiu logo em seguida, deixando Dante com seus pensamentos tumultuados. Ele sentia que havia algo muito maior acontecendo. A criatura, o perigo que todos sabiam que estava na floresta, e ainda assim Potter e Malfoy foram enviados para lá como se fosse uma tarefa qualquer? Algo estava errado, muito errado. E ele precisava descobrir o que era.

Dante permaneceu em silêncio por alguns momentos, digerindo a explicação de McGonagall. Potter e Malfoy estavam na Floresta Proibida por causa de uma detenção? Isso por si só já parecia absurdo, mas a razão por trás da detenção o deixou ainda mais perplexo. Enviá-los para investigar uma criatura que estava caçando unicórnios? Ele precisou de um momento para processar a situação, mas uma sensação de desconforto começou a se instalar em sua mente.

O que antes parecia apenas uma aventura perigosa que ele havia enfrentado sozinho na floresta, agora assumia uma dimensão ainda mais bizarra. Mandar alunos de primeiro ano para a Floresta Proibida, um lugar que todos em Hogwarts sabiam ser repleto de criaturas selvagens e ameaças, soava como algo além de imprudência. Era irresponsável. Mas por quê?

Enquanto McGonagall o repreendia, Dante refletia sobre o que havia acontecido. Potter e Malfoy, dois alunos inexperientes, enfrentando um bruxo das trevas em potencial? Aquela criatura encapuzada, que parecia possuir um poder muito maior do que qualquer coisa que eles poderiam lidar, estava caçando unicórnios. E, mesmo sabendo disso, Dumbledore permitiu que eles fossem para lá, supostamente sob a supervisão de Hagrid. Mas onde estava Hagrid quando tudo aconteceu? E por que um professor com o conhecimento de Dumbledore aprovaria algo assim?

"Potter e Malfoy... na floresta... por uma detenção..." As palavras de McGonagall ecoavam na mente de Dante, mas cada vez que ele as repassava, faziam menos sentido. A Floresta Proibida não era um lugar para crianças. E certamente não era um lugar para alunos sem treinamento enfrentar algo que matava unicórnios. Aquela criatura havia quase matado Dante, alguém com anos de prática em magia além do que a maioria de sua idade poderia sequer imaginar. Como alguém esperava que dois alunos do primeiro ano sobrevivessem a isso?

Enquanto McGonagall continuava, Dante começou a se perguntar se havia algo mais. Por que enviá-los lá? Ele havia ouvido rumores sobre Potter, claro. Todo mundo sabia quem ele era. O menino que sobreviveu. Será que isso era sobre ele? Será que Hogwarts estava colocando Potter em situações perigosas deliberadamente? O que quer que estivesse acontecendo na floresta, parecia grande. Importante. Muito além de uma simples detenção por mau comportamento.

Dante pensou, mas não falou. Não era o momento. Era perigoso demais se levantar contra figuras de autoridade quando ele não tinha todas as peças do quebra-cabeça. No entanto, uma parte dele sabia que o que havia acontecido naquela noite não era coincidência. Ele, Potter e Malfoy, três alunos que estavam na hora errada e no lugar errado... ou será que era o lugar certo?

McGonagall parecia não ver o absurdo da situação. Para ela, Dante havia sido irresponsável. Mas o que ela não entendia, ou não queria admitir, era que o verdadeiro erro não foi Dante ter entrado na floresta. Foi enviar alunos para lá em primeiro lugar. E com uma ameaça daquele nível à solta, isso ia além de um simples julgamento errado. Era quase como se estivessem testando algo.

Ao ouvir sobre a criatura que caçava unicórnios, Dante sentiu um calafrio percorrer sua espinha. Ele sabia o quão puras e mágicas essas criaturas eram. Algo que matava unicórnios devia ser incrivelmente sombrio, poderoso e perigoso. Ele mal conseguia acreditar que Hagrid, por mais corajoso que fosse, tivesse levado duas crianças para uma missão como essa.

"O que Dumbledore está pensando?" A pergunta ecoava na mente de Dante. Ele sempre soubera que Hogwarts escondia seus segredos, mas essa situação parecia particularmente alarmante. Ele começava a sentir que estava sendo manipulado, que todos estavam. As peças estavam sendo movimentadas em um jogo muito maior, e ele, assim como Potter e Malfoy, estavam sendo arrastados sem sequer perceber.

McGonagall deu seu sermão, e Dante manteve-se calmo, exteriormente mostrando obediência. Mas em sua mente, as engrenagens continuavam a girar. Algo não estava certo. E ele sabia que, a partir de agora, precisaria ficar atento. Se Hogwarts estava disposta a colocar seus alunos em perigo assim, então ele precisaria proteger a si mesmo de forma mais vigilante. Seja lá o que estivesse acontecendo nos bastidores, ele sabia que estava longe de entender toda a trama.

Ainda bem que ele sempre pensava fora da caixa e não confiava em ninguém pensou Dante pois tinha mais nisso do que aparentava, pensou ele logo fechando os olhos e deixando a poção que tomou fazer o efeito para ele sair da enfermaria e voltar ao seu treinamento, essa foi a primeira batalha contra um bruxo das trevas e logo percebeu a falta de poder e magia, ele precisava bolar um plano melhor para que se algo assim acontecer ele estar totalmente preparado.

Quando ele achou que podia descansar logo ouviu a porta da enfermaria com passos rápidos vindo em sua direção quando viu quem era Hermione Granger e ela parecia preocupada pelo visto.

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