"Dante! O que aconteceu? Eu vi você estava no chão, todo ensanguentado na floresta!" Ela parecia genuinamente aflita.
"Eu estava apenas explorando," respondeu ele, mantendo o tom neutro. Não queria entrar em mais detalhes.
"Explorando?" Hermione franziu a testa. "Na Floresta Proibida? Você sabe que é perigoso lá, certo? O que você estava pensando?"
"Não pensei muito. Só queria ver o que havia por ali," ele disse, tentando não se alongar na conversa.
"Espera, você me viu no chão? Você também estava lá na floresta?" Dante perguntou, a expressão de choque tomando conta de seu rosto. Já era absurdo o suficiente saber que Potter e Malfoy haviam sido enviados para a Floresta Proibida, mas agora ele descobria que outro aluno, também do primeiro ano, estava lá. O que esses professores estavam pensando?
"Na verdade, Rony também estava. Estávamos cumprindo uma detenção," respondeu Hermione, com uma expressão de leve desconforto.
A mente de Dante começou a trabalhar rapidamente. Algo estava terrivelmente errado nessa situação. Não fazia o menor sentido enviar quatro alunos do primeiro ano para a floresta à noite, especialmente com uma criatura à solta que estava caçando unicórnios. Era a Floresta Proibida, cheia de perigos que nem mesmo alunos mais experientes ousariam enfrentar sem supervisão adequada. A lógica disso escapava totalmente a ele. "Uma detenção na floresta? Para caçar... unicórnios?" Ele pensou, mas não falou em voz alta.
Ele permaneceu calado por alguns instantes, tentando processar o que Hermione havia dito. Era uma missão suicida. Quem, em sã consciência, mandaria crianças inexperientes para um lugar como aquele, com uma ameaça tão grave à espreita?
Hermione continuou, como se tentasse aliviar o peso da situação: "Hagrid estava com a gente. Ele precisava de ajuda na floresta então nós mandaram como uma detenção, mas... era mais do que isso. Algo na floresta está matando unicórnios, e é perigoso. Hagrid acha que é um bruxo das trevas, um ser amaldiçoado." Ela hesitou por um segundo, como se tivesse dito mais do que deveria.
Dante ficou em silêncio, observando-a com um olhar afiado. "Hagrid acha que é um bruxo das trevas?" repetiu, querendo confirmar se tinha ouvido direito.
Hermione mordeu o lábio inferior, parecendo nervosa. "Sim... ele disse que matar e beber o sangue de um unicórnio salva a vida de alguém, mas amaldiçoa a alma. Só alguém muito desesperado faria isso."
Dante se recostou na cama, absorvendo a informação. Isso explicava por que aquela criatura parecia tão focada em destruir tudo à sua volta. Desespero. Uma criatura que sacrificava sua alma por sobrevivência. Mas por que Dumbledore, ou quem quer que estivesse no comando, colocaria alunos em tal situação? A lógica disso continuava escapando a ele, e uma parte de sua mente, mais cínica, começou a se questionar se os alunos não estavam sendo usados como peões em algo maior, algo que ainda não compreendia completamente.
Ele não diria nada disso a Hermione, claro. Não confiava nela o suficiente para compartilhar suas suspeitas. Além disso, se ela soubesse de algo a mais, não estava revelando de forma aberta. Seu instinto lhe dizia que havia algo mais nessa história do que o que ela estava disposta a contar.
"Bem, se esse bruxo das trevas, ou seja lá o que ele seja, está usando o sangue dos unicórnios para salvar sua vida ou estender sua existência, mas amaldiçoa a alma, não vai ser muito efetivo por um longo tempo. Ele provavelmente vai tentar algo mais duradouro, mas o que seria?" disse Dante, refletindo sobre as implicações sombrias daquela busca desesperada.
"Você tem razão. Com certeza, ele vai atrás da pedra que está aqui em Hogwarts," Hermione disse rapidamente, mas logo tampou a boca com a mão, como se percebesse que havia dito demais.
"A pedra?" Dante repetiu, confuso, enquanto sua mente começava a girar. Ele não fazia ideia do que ela estava falando, mas a maneira como ela se comportou—cautelosa, ansiosa—só aumentava sua curiosidade. "Que pedra é essa?"
Hermione hesitou, os olhos arregalados, claramente em conflito. "É... bem, é uma coisa que Hagrid mencionou uma vez. A Pedra Filosofal. Ela pode transformar qualquer metal em ouro e dar a imortalidade a quem a possui. Mas não é algo que devemos discutir, especialmente com tudo o que está acontecendo."
"Você está falando da lendária pedra Filosofal criada por Nicolas Flamel?" perguntou Dante agora maravilhado com a ideia disso pois era um item de alquimia mais raro do mundo e apenas um bruxo conseguiu criar.
"E a pedra filosofal está aqui em Hogwarts!!! Você sabe onde está?" disse Dante.
Hermione hesitou por um momento, como se estivesse pesando suas palavras. "Olha, Dante, eu realmente não posso dizer mais nada. Hagrid nos pediu para manter isso em segredo."
Dante sentiu uma frustração crescente. "Nós? Deixe-me adivinhar: Harry Potter e Rony Weasley também estão nesse clube secreto. Você realmente acha que isso é seguro? Como é que um lugar como Hogwarts pode guardar uma coisa tão poderosa e perigosa, especialmente com crianças por aqui?"
Hermione desviou o olhar, claramente angustiada. "Eu... não posso falar mais sobre isso." Ela se levantou rapidamente, dando-lhe um último olhar preocupado antes de sair da enfermaria.
A porta se fechou com um clique suave, deixando Dante sozinho em seus pensamentos. Ele se recostou no travesseiro, o cérebro fervilhando com as novas informações. A Pedra Filosofal. A ideia de que algo tão poderoso estava escondido ali, em Hogwarts, era, no mínimo, alarmante.
Ele não conseguia se livrar da sensação de que havia uma teia de intrigas muito maior se formando ao seu redor. Quem mais estava envolvido? E o que eles planejavam fazer? A maneira como os professores, especialmente Dumbledore, estavam lidando com tudo isso parecia negligente, quase irresponsável. Como poderiam arriscar a segurança de todos por causa de um artefato tão desejado?
Dante pensou sobre o bruxo das trevas que havia enfrentado. O que ele queria com a Pedra Filosofal? Para prolongar a vida? Não, parecia mais profundo e sombrio do que isso. Ele imaginava que aquela figura encapuzada não era apenas um vilão qualquer; ele era a personificação do que havia de mais terrível na magia. E agora, ao que parecia, tinha um plano.
Ele olhou pela janela da enfermaria, observando o céu nublado que pairava sobre Hogwarts. As nuvens pesadas refletiam seu humor sombrio, e ele sentia que a qualquer momento a tempestade se aproximaria, trazendo com ela mais do que apenas chuva.
"Preciso me preparar," murmurou para si mesmo. "Se algo estiver prestes a acontecer, não posso ficar à mercê dos outros. Preciso aprender mais, me tornar mais forte."
Ele se levantou da cama ficando sentado, ele estava sentindo a fraqueza ainda em seus membros, mas a determinação crescia a cada momento. Precisava criar medidas protetivas para caso ele vá enfrentar aquele ser novamente ele precisava estar mais preparado e oque ele trouxe consigo dessa vez para Hogwarts era a chave para seu sucesso pensou Dante.
"Não posso depender apenas da magia," murmurou para si mesmo. "Há outras formas de lutar."
A ideia das runas veio-lhe à mente como uma solução rápida. Dante tinha uma conexão especial com as runas, uma forma antiga de magia que muitos magos modernos não se preocupavam em estudar, e era aí que residia sua vantagem. A maioria dependia de varinhas e feitiços imediatos, mas as runas permitiam que ele preparasse armadilhas, estratégias, maneiras de prender ou cegar seus inimigos antes mesmo de eles perceberem o que estava acontecendo.
"Runas gravadas em pedras são poderosas, mas exigem muito," pensou ele, passando uma mão sobre o rosto. "Preciso de algo mais prático, algo que eu possa carregar e usar de forma mais rápida."
A resposta era simples: papel. Era leve, facilmente dobrável e, mais importante, permitiria que ele carregasse uma quantidade significativa de runas sem chamar atenção. Ele visualizou em sua mente os símbolos complexos que precisaria desenhar. Cada um seria meticulosamente entalhado em pequenos pedaços de papel, que ele poderia carregar escondidos em suas vestes. Esses papéis iriam conter os feitiços de cegueira, um meio eficaz de incapacitar o inimigo, ainda mais se usado em grande quantidade.
"Eu precisarei criar centenas... não, milhares," pensou ele, o plano tomando forma com mais clareza. "Terei que trabalhar todas as noites, enquanto todos dormem, longe dos olhos curiosos dos professores e dos outros alunos, talvez seja possível no futuro eu poderia criar algo que facilitaria a produção das runas ou qualquer outra coisa que eu quisesse, algo como igual as maquinas que tem no mundo trouxa para a fabricação de peças de roupas e outras maquinas, mas para isso preciso estuda-las, e graças ao meu estudo em programação tenho a base para a construção logica dessas maquinas porém preciso de um lugar grande o bastante para por em pratica essa ideia, em fim isso vem para depois."
A única coisa que o preocupava agora era o tempo. Ele sabia que precisava agir rapidamente, pois cada dia que passava o colocava mais perto de um novo confronto, e da próxima vez, ele queria estar em controle total.
Além das runas, outro aspecto de seu plano lhe parecia óbvio. Dante sabia que a magia não seria suficiente. O bruxo das trevas que ele enfrentara tinha um poder que ia além do que ele poderia igualar no momento. Ele precisava de uma vantagem física. Algo que equilibrasse as coisas a seu favor. E foi então que seu olhar recaiu sobre seu manto escolar pendurado próximo à cama. Era discreto, elegante, mas escondia um segredo que ninguém em Hogwarts poderia imaginar: ele trazia consigo armas de fogo.
Dante sabia que os bruxos subestimavam essas armas. Acreditavam que a magia era superior a qualquer tecnologia trouxa. Mas ele, com seu background fora do comum, sabia que uma bala bem disparada era tão mortal quanto qualquer maldição. Ainda que carregar metralhadoras fosse inviável devido ao tamanho e ao peso, pistolas eram outra história. Compactas e letais, poderiam ser facilmente ocultadas em seu manto, e ele estava determinado a encontrar uma maneira de carregá-las sem levantar suspeitas.
Ele começou a imaginar como modificaria seu manto para acomodar as armas de fogo. Precisaria criar bolsos secretos e reforçar o tecido para que o peso não fosse perceptível. Seria um trabalho delicado, mas Dante estava confiante de que conseguiria. Afinal, ninguém esperaria que um estudante de Hogwarts estivesse armado com algo tão fora do comum.
Enquanto sua mente corria com esses pensamentos, uma ideia ainda mais ousada surgiu. Ele precisaria de mais que pistolas. Se realmente quisesse estar preparado, teria que considerar todo o seu arsenal. Mas como conseguiria introduzir outras armas sem ser notado? Seria possível, com o tempo, adaptar o uso de certos feitiços para complementar o uso de suas armas? Ele sabia que misturar magia e tecnologia não era algo comum, mas talvez fosse exatamente isso que lhe daria a vantagem.
"Preciso testar isso," murmurou Dante, agora mais motivado do que nunca. "Preciso descobrir como integrar essas duas forças."
Ele já conseguia visualizar o cenário: em vez de usar magia para lançar feitiços de ataque, ele usaria para desorientar e confundir, enquanto suas armas faziam o trabalho pesado. A combinação poderia ser imbatível, e era exatamente o tipo de estratégia que ninguém em Hogwarts veria chegando.
Dante sabia que precisaria começar imediatamente. Cada noite seria dedicada a praticar o uso das runas e a aprimorar suas habilidades físicas. O treinamento teria que ser intenso, pois ele não sabia quanto tempo tinha até que o bruxo das trevas fizesse sua próxima jogada.
Seus pensamentos voltaram à figura de Hermione e o que ela havia revelado sem querer. A Pedra Filosofal. Se o bruxo das trevas estivesse atrás dela, ele precisaria encontrar uma maneira de antecipar os movimentos desse inimigo. Dumbledore provavelmente estava ciente do perigo, mas, para Dante, a presença da pedra em Hogwarts era um erro colossal. Guardar um artefato tão poderoso em uma escola cheia de crianças era o cúmulo da imprudência.
"É quase como se quisessem que algo acontecesse," pensou ele, com desdém. "Como se estivéssemos todos sendo preparados para um confronto inevitável."
Essa última ideia o incomodava profundamente. Ele não era ingênuo. Sabia que havia mais na história do que aquilo que estava sendo revelado. Dumbledore e os professores certamente tinham suas razões, mas nenhuma parecia boa o suficiente para justificar o risco que estavam correndo ao manter a Pedra Filosofal em Hogwarts. O fato de Harry Potter, um aluno do primeiro ano, estar tão envolvido nisso apenas confirmava sua suspeita de que tudo estava sendo meticulosamente orquestrado.