Dante acordou na manhã seguinte ainda cansado, mas determinado. A sensação de sucesso após sua missão na Floresta Negra era inegável, mas ele sabia que aquilo era apenas o começo. Ele havia conseguido o muco de Acromântula, um feito nada simples, e agora precisava garantir que a troca com os gêmeos Weasley ocorresse sem problemas. O Mapa do Maroto era a chave para seu próximo passo, e ele estava ansioso para ter aquele artefato em suas mãos.
Após uma rápida refeição no Salão Principal, Dante avistou Fred e George Weasley conversando animadamente com outros alunos da Grifinória. Ele fez um discreto sinal com a cabeça para os gêmeos o seguirem, saindo em direção ao local de treinamento próximo ao Lago Negro. Ele escolheu esse lugar pela sua privacidade; era um ponto onde dificilmente seriam interrompidos. Os gêmeos o seguiram a uma curta distância, trocando olhares cúmplices entre si.
Chegando ao local, Dante apenas esperou enquanto Fred e George se aproximavam. Eles não demoraram, e logo os três estavam cara a cara. O vento fresco da manhã soprou pelo Lago Negro, criando pequenas ondulações na água, enquanto os gêmeos se posicionavam em frente a Dante com expressões que misturavam curiosidade e antecipação.
"Nós vimos no mapa quando você saiu ontem à noite do castelo," disse Fred, seu tom de voz carregado de excitação. "Você conseguiu então?"
Dante deu um leve aceno de cabeça, tirando o recipiente da mochila e entregando-o aos gêmeos. "Aqui está. O muco de Acromântula, como prometido," disse ele, observando atentamente as reações dos irmãos.
George pegou o recipiente, examinando-o com um olhar minucioso. Ele destampou brevemente o frasco, sentindo o cheiro acre do conteúdo. Sua expressão se torceu em desgosto, mas ele rapidamente fechou o recipiente e sorriu para Dante. "Perfeito. E pensar que isso é exatamente o que precisávamos!"
Dante ergueu uma sobrancelha, intrigado, mas ele sabia que era inútil tentar descobrir o que os gêmeos planejavam fazer com aquela substância. Fred e George eram conhecidos por suas invenções engenhosas e truques, mas Dante não estava interessado nos planos deles; tudo o que importava era obter o Mapa do Maroto.
"Agora, o mapa," Dante disse, sua voz firme, sem deixar transparecer o quanto aquele objeto era importante para ele.
Fred e George trocaram um olhar, como se discutissem silenciosamente entre si, antes que Fred enfiou a mão no bolso interno da túnica e retirou um pedaço de pergaminho envelhecido. "Aqui está," disse Fred, entregando o mapa a Dante com uma reverência exagerada, que parecia uma brincadeira, mas com um toque de seriedade. "Cuide bem dele. Lembre-se de que o segredo para usá-lo é simples, mas eficaz. Diga 'Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom' para revelá-lo, e 'Malfeito feito' para ocultar as informações. Pode ficar com ele até o final do ano letivo, nós já decoramos todas as passagens secretas do castelo que o mapa mostra, não vai nos ser tão útil por agora."
Dante pegou o mapa com cuidado, sentindo a textura áspera do pergaminho sob seus dedos. Ele conseguia sentir a poderosa magia impregnada naquele pedaço de papel. O Mapa do Maroto era mais valioso do que qualquer tesouro material que ele poderia imaginar, e com ele, Dante sabia que sua capacidade de explorar os mistérios de Hogwarts se expandiria drasticamente.
"Eu vou me lembrar," disse Dante, guardando o mapa na mochila com todo o cuidado. "E não se preocupem, vou mantê-lo fora de problemas."
Os gêmeos riram, como se a ideia de manter algo fora de problemas fosse uma piada. "Boa sorte com isso, Dante," disse George, com um sorriso malicioso. "Mas se você precisar de algo mais... sabe onde nos encontrar."
Dante deu um último aceno para os gêmeos antes de se afastar, já focado nos próximos passos. Ele sabia que o mapa não era apenas uma ferramenta de navegação; era uma janela para os segredos escondidos de Hogwarts. Voltar à Sala Comunal da Sonserina e começar a estudá-lo era sua prioridade.
Ao chegar à sala comunal, Dante se acomodou em um canto isolado, longe dos olhares curiosos dos colegas. Ele desenrolou o pergaminho, que agora parecia nada mais do que um pedaço de papel velho e vazio. Com uma respiração profunda, ele murmurou as palavras que Fred havia ensinado: "Juro solenemente que não pretendo fazer nada de bom."
Imediatamente, linhas e figuras começaram a aparecer no mapa, desenhando os corredores, salas e passagens secretas de Hogwarts. Cada detalhe era traçado com uma precisão que impressionava Dante. Ele observou atentamente os pequenos pontos se movendo, cada um identificado com o nome de uma pessoa. A complexidade do mapa era notável, mas Dante estava mais focado nas áreas menos exploradas do castelo. Locais como a Ala Norte, que raramente era frequentada por alunos, e os corredores perto da Seção Restrita da biblioteca, onde ele já havia estado.
Enquanto estudava, Dante lembrou-se de um feitiço que havia lido nas anotações do rascunho sobre o mapa, uma descoberta que poderia ser crucial para seu plano. Com cuidado, ele murmurou: "Nomentum Revelio."
Para sua satisfação, o feitiço funcionou. No centro do mapa, surgiu uma runa grande e intricada, brilhando com uma luz tênue. Era a mesma runa que estava descrita nas anotações que Dante havia encontrado, uma runa antiga e complexa, que, segundo Trend Maklaus, possuía propriedades especiais quando usada em conjunto com outros feitiços de ocultação e rastreamento.
Dante sabia que dominar o uso daquela runa não seria uma tarefa simples, mas com as anotações de Maklaus e o Mapa do Maroto em mãos, ele estava confiante de que poderia aprender. O próximo passo seria estudar essa runa em profundidade e, eventualmente, criar uma contra-runa, algo que pudesse esconder não apenas uma pessoa até mesmo um local inteiro do mapa e ele precisava também duplicar o efeito do mapa para outro mapa um que seria só seu e apenas ele iria saber de sua existência e então ele devolveria este mapa para os gêmeos, quem sabe se ele pudesse potencializar mais ainda o efeito da runa para descobrir mais passagens secretas. Com o mapa em mãos ele não precisaria se preocupar tanto em ser pego ao acessar a Seção Restrita da biblioteca novamente para obter mais livros sobre runas mágicas.
Antes de se aventurar novamente, no entanto, Dante precisava se preparar. Ele fechou o mapa com o comando "Malfeito feito", guardando-o com todo cuidado, e começou a estudar as anotações que havia coletado sobre a runa. Sabia que não podia se dar ao luxo de cometer erros; qualquer passo em falso poderia arruinar seus planos.
Enquanto analisava os traços da runa, Dante percebeu que o estudo dessa magia antiga exigiria mais do que simples dedicação. Ele precisava de livros específicos, talvez até mesmo de outros artefatos mágicos que poderiam ajudá-lo a compreender e manipular melhor as runas. Pensou na Seção Restrita da biblioteca, onde sabia que alguns desses textos estavam guardados.
Naquela mesma noite, Dante voltou à biblioteca, o Mapa do Maroto escondido dentro de sua túnica. Com ele, o jovem bruxo tinha uma vantagem que poucos poderiam sequer imaginar. Ele usou o mapa para garantir que os corredores estavam livres e que Filch e sua gata estivessem longe. Com passos silenciosos, ele se esgueirou pelas sombras, mantendo-se oculto até chegar à grande porta de madeira que guardava os livros mais perigosos e valiosos de Hogwarts.
A porta rangeu levemente ao ser aberta, mas Dante estava preparado. Ele lançou um rápido Muffliato para garantir que nenhum som escapasse e pudesse atrair a atenção indesejada. Uma vez lá dentro, começou a procurar freneticamente pelos livros que poderiam lhe ensinar mais sobre a runa revelada pelo mapa. Títulos antigos empoeirados e com capas desgastadas chamavam sua atenção. Finalmente, ele encontrou o que procurava: um livro grande e pesado, com o título "Arcanum Runarum: Os Segredos Perdidos das Runas Antigas."
Com o livro antigo firmemente em suas mãos, Dante atravessou os corredores frios e sinuosos do castelo de Hogwarts, seu coração acelerado com a excitação do conhecimento que estava prestes a desvendar. A Sala Comunal da Sonserina estava silenciosa quando ele chegou, as chamas verdes e prateadas da lareira iluminando suavemente o ambiente de pedra. Sem perder tempo, ele se acomodou em um dos cantos mais isolados, afastado dos olhares curiosos dos colegas, e começou a folhear o livro com avidez.
A cada página que virava, uma nova camada de mistério era revelada. As runas descritas nas páginas amareladas eram incrivelmente complexas, cada uma representando uma forma de manipular as forças mágicas de maneira que ele nunca havia imaginado. A runa que ele encontrara no Mapa do Maroto parecia ser uma combinação antiga de feitiços de proteção e rastreamento, uma arte que havia sido esquecida ao longo dos séculos. Dante percebeu que estava lidando com algo extremamente poderoso, uma magia que poderia tanto ocultar quanto revelar segredos há muito enterrados.
À medida que os dias passavam, Dante se isolava cada vez mais em seus estudos. Ele faltava a refeições e negligenciava outras tarefas, dedicando-se quase exclusivamente à compreensão das runas. O livro se tornara sua obsessão, e ele passava horas examinando os símbolos intricados, tentando desvendar seus significados ocultos e como poderiam ser aplicados de maneira prática. Ele começou a praticar incessantemente, recriando a runa que havia visto no mapa em pergaminhos de teste, tentando replicar o efeito com precisão.
A tarefa, no entanto, não era fácil. Cada tentativa exigia uma concentração intensa e um controle absoluto da magia, e Dante rapidamente percebeu que não bastava simplesmente copiar a runa. Ele precisava entender a lógica subjacente, a forma como as energias mágicas fluíam através dos símbolos, e como essas energias poderiam ser moldadas para servir aos seus próprios propósitos. Isso exigia não apenas habilidade, mas também paciência e uma determinação implacável, qualidades que Dante possuía em abundância.
Finalmente, após noites sem dormir e dias de prática intensa, ele conseguiu. A runa que ele criara no pergaminho brilhava suavemente, quase como se estivesse viva, pulsando com a energia mágica que ele havia infundido. Dante observou o brilho com uma onda de satisfação percorrendo seu corpo. Ele havia criado uma réplica perfeita da runa original, mas sabia que ainda faltava algo. Os materiais específicos mencionados no livro para a criação de um novo mapa estavam além de seu alcance imediato, mas Dante, sempre engenhoso, percebeu que poderia usar o Mapa do Maroto original como um catalisador.
Com cuidado, ele colocou o novo pergaminho sobre o mapa original, murmurando palavras antigas que havia encontrado nas margens do livro. À medida que as palavras ecoavam pela floresta próxima ao lago de onde Dante estava aplicando oque estudou sobre a runa, uma luz suave começou a emanar de ambos os pergaminhos, crescendo em intensidade até que, por fim, a luz diminuiu e Dante percebeu que o novo pergaminho agora possuía o mesmo efeito do Mapa do Maroto a runa que ele criou nela tinha os detalhes sobre as palavras chaves que deveriam ser ditas para poder visualizar o conteúdo do mapa como também o do autor, ele é claro não querendo por o seu nome lá colocou um pseudônimo 'Maximiliano D'. O sucesso era inegável, mas Dante sabia que o verdadeiro teste ainda estava por vir.
Ele olhou para a contra-runa que havia criado, um símbolo de seu próprio design, algo que ele desenvolvera com base no conhecimento adquirido do livro. Esta contra-runa, se funcionasse como ele esperava, tornaria o portador invisível para o Mapa do Maroto. Com um misto de antecipação e ansiedade, Dante aplicou a contra-runa em suas vestes e, com uma respiração profunda, desenrolou o mapa novamente.
Os olhos de Dante se estreitaram enquanto ele observava a superfície do mapa. Lentamente, mas com certeza, seu nome começou a desaparecer da vista. Um sorriso satisfeito surgiu em seus lábios quando ele percebeu que seu plano havia funcionado perfeitamente. Com esta nova habilidade em mãos, ele poderia se mover por Hogwarts sem ser detectado, até mesmo a quem possuísse o mapa do maroto.
"Perfeito," murmurou Dante para si mesmo, enquanto dobrava o pergaminho com cuidado e dizia a palavra chave para fechar o mapa "missão completada" e guardava na bolsa expansível, agora com a sua própria versão do mapa ele não precisava mais do mapa do maroto passado a ele pelos gêmeos, mas não iria devolver agora como ele teria até o final do ano letivo seria suspeito se ele devolvesse agora pois passou apenas cerca de algumas semanas após ter pego o mapa deles e ele já devolveu, apesar de que vão saber que o seu nome não estava mais no mapa, e iriam lhe perguntar como ele fez isso, mas quem disse que ele deveria falar oque fez.
Com isto em mente Dante foi de volta para o castelo satisfeito com oque a sua conquista ele foi diretamente ao salão principal almoçar, pretendia comer bastante pois agora ele iria voltar a sua rotina de treinamento, e caça, ele percebeu que a sua luta contra as aranhas da floresta negra ajudou bastante no desenvolvimento dos seus feitiços e reflexos eles eram um ótimo boneco de treino pois seus números eram grandes não importava quantos ele matava sempre teria mais, e isso é perfeito, claro que ele não iria entrar novamente no ninho delas, provavelmente aquela aranha falante deve ter feito contra-medidas para ele não escapar caso entre novamente, mas ele não estava preocupado com isso bastava apenas atrair algumas para testar os feitiços e com os feitiço de desilusão e o de localização ele não iria ser pego em uma armadilha tão facilmente.