Hoje era um dia estranho em Orario, pensou Eina consigo mesma. Não porque estivesse chovendo, mas algo no ar estava diferente. Talvez fosse por causa de Aaron? Não exatamente por ele, mas pela expressão que ele fez quando recebeu aquele pedido. Eina não entendia o motivo daquela expressão azeda ao ler o contrato.
Quando ela perguntou sobre o que havia acontecido, ele apenas respondeu que não era nada.
Eina não conhecia Aaron a fundo. Claro, ela o conhecia como o aventureiro brincalhão que às vezes a provocava, mas aquilo era diferente. Ver Aaron zangado era algo incomum. Ela estava acostumada com suas expressões relaxadas, quase sempre acompanhadas de um sorriso. Mas o que viu três dias atrás foi difícil de acreditar.
— Hm...
Ela suspirou e começou a ler a ficha de um aventureiro novato, na tentativa de acalmar sua ansiedade.
— Bell Cranel... Primeiro membro da Família Hestia, 14 anos...
Por algum motivo, ela achava que Bell e Aaron eram de certa forma semelhantes. Ambos exploravam a Dungeon sozinhos, enfrentando seus próprios desafios. Mas, quando pensou nisso, balançou a cabeça, afastando a ideia absurda.
As razões de ambos eram opostas. Enquanto Bell era motivado por suas fantasias e sonhos de um encontro predestinado, Aaron parecia ser mais realista com suas motivações.
— Conseguir dinheiro suficiente para uma aposentadoria...
Mas será que era só isso? Uma razão compreensível, é claro, mas existiam tantos outros trabalhos em Orario. Por que ele escolheria justamente a Dungeon?
Eina ficou pensativa. Aaron nunca parecia ser o tipo que se contentaria com uma vida comum. Mesmo que ele falasse sobre aposentadoria, algo nela dizia que havia mais por trás daquilo. Talvez Aaron estivesse lutando por algo que nem ele mesmo conseguia expressar.
-hm???
A porta da guilda foi aberta como estava chovendo lá fora Eina olhou para quem vinha em sua direção.
Ao olhar para o semblante ela imediatamente reconheceu que era Aaron.
Mas ele estava diferente do abitual, seus olhos estavam meio caidos.
ele então tirou uma mochila das costas e então entregou para o contador da guilda que ficou chocado por um momento antes de começar a contagem.
E então ele veio em minha direção andando calmamente carregando uma caixa.
Eina queria dizer alguma coisa mas por alguma razão ela não conseguiu olhalo nos olhos.
-Aqui...
Ele entregou uma caixinha um pouco maior que um caixa de sapatos.
Eina olhou sem emoção para a caixa antes de olhar para Aaron.
-Contrato concluído.
-Ah ?
Eina exclamou sem entender, ela então pegou o seu caderno querendo uma escrever algum relato da exploração.
mas ele se virou e fez seu caminho até o contador novamente que estava acabando de trazer o dinheiro.
logo após isso ele saiu pela porta novamente
-Ele está estranho!
Misha estava ao lado de Eina respondeu...
Eina ficou em silêncio por um momento, ainda segurando a caixa. Algo estava errado. Aaron sempre fora profissional, mas nunca tão frio. Ela olhou para a caixa em suas mãos, sentindo um arrepio percorrer sua espinha. Misha, percebendo a hesitação de Eina, se aproximou.
— Você reparou nos olhos dele?
Misha perguntou, sua voz carregada de preocupação.
— Parecia que ele não dormia há dias... ou estava... distante.
Eina assentiu lentamente, ainda sem saber o que dizer. Ela observou Aaron atravessar a porta, sumindo na chuva como uma sombra. Não havia despedidas, nem o costumeiro aceno ou sorriso que ele ocasionalmente lançava. A guilda, normalmente um lugar vibrante, pareceu silenciar por um instante enquanto as portas se fechavam atrás dele.
— Tem algo errado, Misha
Eina murmurou, mais para si mesma do que para a colega.
Misha franziu o cenho.
— O que ele trouxe para você?
Eina olhou para a caixa, como se só agora tivesse se lembrado de sua presença em suas mãos.
— Eu... não sei.
...
Quando cheguei em casa a primeira coisa que fiz foi desmaiar na cama devido a exaustão total do corpo e da mente por causa do uso constante do espirito.
-Eu disse Eirina, eu sobrevivo a qualquer coisa...
Eirina não respondeu ao comentario de Aaron ele então foi até se quarto , e desmaiou na cama.
-Olá Eirina
Eu falei com o espirito em meu sonho que agora era do meu tamanho.
Ela parecia chateada.
-Sabe porque eu quis escrever um contrato com você ?.
Ela perguntou enquanto estava sentada em baixo de uma arvore lendo um livro.
Estavamos atualmente em uma especie de mundo artificial nada aqui era verdadeiro.
-Eu estava presa naquele lugar por muito tempo, sem poder se mexer, sem poder morrer ...
Mas então eu vi uma luz, foi pequena como uma fagulha mas estava lá pela primeira vez eu vi alguem em muito tempo foi você.
Não havia muito com oque fazer comigo,eu estava quebrada e selada.
mas você compartilhou uma parte sua vida comigo se foi com segundas intenções ou não eu saberia com o tempo.
E nesses ultimos dias eu pensei sobre varias coisas.
-Você quer morrer ?
Ela perguntou para mim com uma cara triste, ninguem nunca olhou para mim assim...
Aaron pensou consigo mesmo antes de responder.
-Sabe... eu sempre pensei oque faria em vida…que eu faria inumeras aventuras conheceria muitas pessoas...
-Mas agora... eu começo a pensar qual o motivo da minha existencia
Mas eu comecei perceber que eu não tenho uma razão para existir eu não tenho nada…
Eu me sentei próximo a ela
-bem você tem a mim … embora não acho que seja uma boa companhia é muito melhor do que nada.
Ela disse essas palavras olhando para mim.
Foi a primeira vez que reparei na aparência dela.
E ela era linda…
Cabelos longos é levemente cacheados de cor marrom.
E olhos verdes como uma floresta.
Sabe a vida é como seus olhos sabia embora eles sejam azuis eles ainda possuem um pouco de verde. Nada é perfeito mas fique sabendo que sempre estarei com você como sua espada e como sua luz.
Obrigado Eirina….
Eu disse sorrindo para ela.
Obrigado