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O corpo que roubou o infinito

by Cauã_MoraesFanficBook&Literature
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Se até o absoluto pode ser substituído… Então quem tem o direito de existir? — Antes de tudo, não havia criação. Não havia luz, nem escuridão. Não havia começo… nem fim. Havia apenas uma existência. Um ser absoluto — não um deus no sentido comum, mas algo além de qualquer definição. A própria base da realidade, a origem de todas as leis, o ponto final de qualquer conceito que pudesse existir. Tempo existia por causa dele. Morte existia por causa dele. Realidade… existia por causa dele. E mesmo assim— Ele estava cansado. Não de agir. Não de pensar. Mas de ser. Porque existir acima de tudo significa carregar algo que nenhum outro ser pode dividir: Solidão absoluta. Não havia iguais. Não havia oposição. Não havia ninguém que pudesse sequer compreendê-lo. E então, pela primeira vez… Ele fez o impossível. Ele parou. E adormeceu. — Esse único instante criou algo que nunca deveria existir. Uma ausência no topo da existência. E o vazio… respondeu. — Em um mundo distante, um homem morreu. Sem nome importante. Sem feitos memoráveis. Sem qualquer motivo para ser lembrado. Ele não era especial. Mas ele… servia. — Quando abriu os olhos novamente, não havia céu. Não havia chão. Não havia tempo. Apenas um espaço onde tudo parecia suspenso — como se a própria realidade estivesse aguardando. Diante dele, um corredor infinito. E no final… Um trono. Não belo. Não ornamentado. Mas inevitável. Algo dentro dele compreendeu antes mesmo que pudesse questionar: Aquele lugar não aceitava recusa. — Uma voz ecoou. Não em seus ouvidos. Mas em sua existência. Aquele trono… agora era dele. — Ele tentou negar. Tentou resistir. Tentou entender. Mas seu corpo já estava se movendo. Passo após passo. Até se sentar. — E quando isso aconteceu… Tudo se curvou. — Presenças surgiram. Não corpos. Não seres. Mas conceitos. A morte. O tempo. A realidade. Entidades que sustentavam tudo… ajoelhadas diante dele. — E naquele instante, a verdade foi revelada. — Ele não havia sido escolhido. — Ele havia assumido. — O topo da existência. — Mas havia um problema. Ele ainda era humano. — E isso… era imperfeito. — Sem compreender completamente o que havia se tornado, ele tomou uma decisão simples: Testar. Se aquilo era real… Então nada deveria ser impossível. — E com isso, ele deixou aquele plano. — Quando abriu os olhos novamente… Sentiu dor. Um corpo fraco. Respiração instável. E vozes. — Quatro mulheres. Chorando. Chamando por ele. — Memórias fragmentadas surgiram. Um castelo. Um reino. Um título. — Ele agora era o primeiro príncipe. Herdeiro de um dos maiores reinos daquele mundo. — E aquelas mulheres… — Não eram apenas suas esposas. — Eram forças que sustentavam o equilíbrio do mundo. — — de olhar sereno, mas mente estratégica, capaz de prever guerras antes mesmo de começarem. “Se você cair… eu não salvo o mundo. Eu destruo quem causou isso.” — — firme como montanhas, leal além da razão, alguém que nunca recua. “Enquanto eu respirar… ninguém toca em você. Nem o próprio destino.” — — orgulho em forma de fogo, poder destrutivo contido por pura vontade. “Se o mundo te rejeitar… eu queimo ele até sobrar só nós.” — — perigosa, imprevisível, e talvez a única que realmente entende o que ele está se tornando. “Você não precisa ser humano… só precisa decidir o que quer destruir.” — Quatro reinos. Quatro poderes. Quatro vontades… Ligadas a ele. — No início, ele apenas observou. Aprendeu. Se adaptou. — Mas sua existência não era passiva. — Ela alterava tudo ao redor. — Sem intenção. Sem controle. — O sistema de poder do mundo começou a mudar. — O que antes era limitado a magia elemental e força física evoluiu para algo muito mais perigoso. — Poderes que não seguiam regras. — Telepatia. Telecinese. Manipulação gravitacional. — Habilidades que não dependiam apenas de energia… Mas de vontade. — E isso… destruiu o equilíbrio. — Na academia de nob

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SINOPSE — “AETHER: O TRONO DO VAZIO ABSOLUTO” (VERSÃO EXPANDIDA — PADRÃO EDITORIAL) A morte deveria ser o fim. Para qualquer ser humano comum, ela representa o encerramento absoluto — o ponto final inevitável de uma existência limitada, imperfeita e, na maioria das vezes… esquecível. Para ele, não foi diferente. Não houve heroísmo em seu último momento. Não houve sacrifício. Não houve testemunhas. Sua vida terminou da forma mais banal possível — um instante irrelevante, perdido entre bilhões de outros acontecimentos insignificantes que ocorrem a cada segundo no mundo. Nenhuma memória foi preservada. Nenhuma história foi contada. Nenhum impacto foi deixado. O mundo não parou. O tempo não desacelerou. Ninguém chorou. A realidade simplesmente… continuou. Como se ele nunca tivesse existido. E, de certa forma— Nunca existiu. — Mas algo respondeu. Não no mundo que ele conhecia. Não dentro de qualquer lógica humana. No vazio absoluto — um domínio onde até mesmo o conceito de inexistência perde significado — algo que não pode ser nomeado, compreendido ou descrito reagiu à última coisa que restava dele. Não um corpo. Não uma alma definida. Apenas um resquício. Uma intenção. Um pensamento fragmentado, quase apagado, ecoando sem som, sem forma, sem direção: “Se eu tivesse poder…” Não foi um desejo completo. Não foi uma ambição estruturada. Foi apenas… uma possibilidade. E isso foi suficiente. — Não houve luz. Não houve voz. Não houve escolha. Apenas uma resposta. E essa resposta não foi um presente. Não foi uma oportunidade. Não foi uma segunda chance. Foi tudo. — Arrancado da estrutura da mortalidade, ele não renasce — ele é deslocado. Transportado para um estado onde conceitos fundamentais deixam de existir como referências válidas. Tempo não flui. Espaço não se estende. Causa e efeito não se conectam. Não há antes. Não há depois. Não há “onde”. Existe apenas um estado absoluto de ausência… que paradoxalmente contém tudo. E é nesse domínio que ele percebe algo. Não através de sentidos. Não através de pensamento lógico. Mas por uma forma de percepção que não deveria ser acessível a uma mente humana. Uma presença. — Não é uma entidade. Não no sentido compreensível. Não possui forma. Não possui identidade. Não possui intenção reconhecível. Ela simplesmente… é. Uma existência que não nasceu. Que não foi criada. Que não evoluiu. Sempre esteve ali. Antes de qualquer conceito de início. Antes de qualquer possibilidade de fim. Uma constante absoluta. — Não há comunicação. Não há explicação. Não há preparação. E ainda assim— Algo impossível acontece. Essa presença transfere tudo o que é. Sem divisão. Sem restrição. Sem adaptação gradual. Seu poder. Sua essência. Sua compreensão acumulada ao longo de ciclos que não podem ser medidos — bilhões, trilhões… ou infinitos. Tudo é imposto. De uma vez. — Para qualquer estrutura consciente limitada, isso deveria resultar em colapso imediato. Aniquilação total. A mente humana não foi feita para suportar o infinito. Ela não foi projetada para processar múltiplas realidades simultaneamente. Ela não deveria sobreviver à sobreposição de todas as possibilidades existentes. Tudo aponta para um único desfecho inevitável: Desintegração. — Mas isso não acontece. Contra toda lógica. Contra toda estrutura. Contra qualquer definição de possibilidade— Ele não desaparece. Ele não se fragmenta. Ele não se dissolve. Ele resiste. — E mais do que isso… Ele se adapta. — Sua consciência não quebra — ela se expande. Se reorganiza. Se reconstrói. Como se algo dentro dele — algo que nunca foi compreendido nem mesmo por ele — estivesse preparado para aquilo. Como se sua insignificância anterior fosse, na verdade… uma forma de compatibilidade. Uma mente vazia
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Cauã_Moraes
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