
Se até o absoluto pode ser substituído… Então quem tem o direito de existir? — Antes de tudo, não havia criação. Não havia luz, nem escuridão. Não havia começo… nem fim. Havia apenas uma existência. Um ser absoluto — não um deus no sentido comum, mas algo além de qualquer definição. A própria base da realidade, a origem de todas as leis, o ponto final de qualquer conceito que pudesse existir. Tempo existia por causa dele. Morte existia por causa dele. Realidade… existia por causa dele. E mesmo assim— Ele estava cansado. Não de agir. Não de pensar. Mas de ser. Porque existir acima de tudo significa carregar algo que nenhum outro ser pode dividir: Solidão absoluta. Não havia iguais. Não havia oposição. Não havia ninguém que pudesse sequer compreendê-lo. E então, pela primeira vez… Ele fez o impossível. Ele parou. E adormeceu. — Esse único instante criou algo que nunca deveria existir. Uma ausência no topo da existência. E o vazio… respondeu. — Em um mundo distante, um homem morreu. Sem nome importante. Sem feitos memoráveis. Sem qualquer motivo para ser lembrado. Ele não era especial. Mas ele… servia. — Quando abriu os olhos novamente, não havia céu. Não havia chão. Não havia tempo. Apenas um espaço onde tudo parecia suspenso — como se a própria realidade estivesse aguardando. Diante dele, um corredor infinito. E no final… Um trono. Não belo. Não ornamentado. Mas inevitável. Algo dentro dele compreendeu antes mesmo que pudesse questionar: Aquele lugar não aceitava recusa. — Uma voz ecoou. Não em seus ouvidos. Mas em sua existência. Aquele trono… agora era dele. — Ele tentou negar. Tentou resistir. Tentou entender. Mas seu corpo já estava se movendo. Passo após passo. Até se sentar. — E quando isso aconteceu… Tudo se curvou. — Presenças surgiram. Não corpos. Não seres. Mas conceitos. A morte. O tempo. A realidade. Entidades que sustentavam tudo… ajoelhadas diante dele. — E naquele instante, a verdade foi revelada. — Ele não havia sido escolhido. — Ele havia assumido. — O topo da existência. — Mas havia um problema. Ele ainda era humano. — E isso… era imperfeito. — Sem compreender completamente o que havia se tornado, ele tomou uma decisão simples: Testar. Se aquilo era real… Então nada deveria ser impossível. — E com isso, ele deixou aquele plano. — Quando abriu os olhos novamente… Sentiu dor. Um corpo fraco. Respiração instável. E vozes. — Quatro mulheres. Chorando. Chamando por ele. — Memórias fragmentadas surgiram. Um castelo. Um reino. Um título. — Ele agora era o primeiro príncipe. Herdeiro de um dos maiores reinos daquele mundo. — E aquelas mulheres… — Não eram apenas suas esposas. — Eram forças que sustentavam o equilíbrio do mundo. — — de olhar sereno, mas mente estratégica, capaz de prever guerras antes mesmo de começarem. “Se você cair… eu não salvo o mundo. Eu destruo quem causou isso.” — — firme como montanhas, leal além da razão, alguém que nunca recua. “Enquanto eu respirar… ninguém toca em você. Nem o próprio destino.” — — orgulho em forma de fogo, poder destrutivo contido por pura vontade. “Se o mundo te rejeitar… eu queimo ele até sobrar só nós.” — — perigosa, imprevisível, e talvez a única que realmente entende o que ele está se tornando. “Você não precisa ser humano… só precisa decidir o que quer destruir.” — Quatro reinos. Quatro poderes. Quatro vontades… Ligadas a ele. — No início, ele apenas observou. Aprendeu. Se adaptou. — Mas sua existência não era passiva. — Ela alterava tudo ao redor. — Sem intenção. Sem controle. — O sistema de poder do mundo começou a mudar. — O que antes era limitado a magia elemental e força física evoluiu para algo muito mais perigoso. — Poderes que não seguiam regras. — Telepatia. Telecinese. Manipulação gravitacional. — Habilidades que não dependiam apenas de energia… Mas de vontade. — E isso… destruiu o equilíbrio. — Na academia de nob