Criando um território com uma biblioteca
Cain se lembra da infância em que viveu como um camponês. Lembra-se de seu avô, um antigo estudioso que fora rejeitado pelos nobres e mandado para cuidar de uma pequena vila, onde ambos viviam. Lembra-se de seu avô ensinando-lhe coisas que a maioria dos camponeses jamais usaria: ler, escrever. Lembra-se da tristeza quando ele se foi e de como foi difícil continuar sem ele. Então, Cain desperta — e a dor vem junto.
O frio queima contra a pele de Cain. À frente, apenas uma floresta gelada se estende — o local que deveria ser seu túmulo. O desespero toma sua mente, até que uma frase, dita a ele há muito tempo, o faz despertar, com a voz de seu avô ecoando em sua mente:
“Os seres racionais não são os mais fortes ou rápidos; porém, ainda assim, mantêm-se no topo. Isso se deve apenas ao conhecimento. O conhecimento é capaz de mudar tudo e transformar o mundo. Então, quando sentir que não há nada a que se segurar, faça do conhecimento o seu apoio.”
Lembrando-se dessas palavras, ele se levanta. Confiando nelas — e na biblioteca misteriosa em sua mente —, Cain ergue-se disposto a sobreviver e a mudar o mundo.