Lama e Esperança
Temporada 1: "O Peso da Lama"
Em 25 de janeiro de 2019, a barragem B1 da Vale, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, colapsa, liberando 12 milhões de metros cúbicos de lama tóxica que matam 272 pessoas, incluindo dois bebês não nascidos, e devastam 26 municípios, contaminando o Rio Paraopeba. Ana Clara, uma engenheira ambientalista sobrevivente, descobre o relatório da Universidade Politécnica da Catalunha (2021), que aponta a liquefação dos rejeitos como causa, e inicia uma busca por justiça contra a negligência da Vale. Mariana, que perdeu o irmão, lidera a Avabrum, revoltada com o silêncio da Vale, que não presta condolências às famílias. Rafael, um jornalista, investiga a manipulação de laudos pela TÜV SÜD. Enquanto a pandemia e a falta de digitalização atrasam a denúncia do Ministério Público (2020), o acordo de R$ 37,68 bilhões (2021) divide a comunidade, que vê o dinheiro como insuficiente. A temporada termina com a denúncia anulada pelo STJ após o habeas corpus de Fábio Schvartsman, deixando as famílias em suspense.
Temporada 2: "A Luta pela Verdade"
De 2021 a 2025, a luta por justiça se intensifica com o julgamento na Justiça Federal contra a Vale, a TÜV SÜD e 16 réus, acusados de 270 homicídios dolosos e crimes ambientais. Ana Clara usa o relatório da UPC para provar a negligência, enquanto Rafael expõe a falsificação do laudo de estabilidade pela TÜV SÜD. Mariana e Dona Lúcia, que perdeu a filha grávida, protestam contra a exclusão dos dois bebês do processo e lideram a Avabrum e o Instituto Camila e Luiz Taliberti. O conflito de competências (2021-2022) e o habeas corpus de Schvartsman (2023), com parecer favorável mas pendente, aumentam a revolta. A comunidade enfrenta um projeto de lei fictício que ameaça afrouxar a fiscalização de barragens. O julgamento culmina com algumas condenações, mas a impunidade persiste. Um memorial para as 272 vítimas é criado, enquanto Ana Clara redireciona parte dos R$ 37,68 bilhões para o Rio Paraopeba, deixando a luta inacabada.
Temporada 3: "Heranças da Lama"
Em 2025, com o julgamento ainda reverberando, Ana Clara lidera a revitalização do Rio Paraopeba, enfrentando desvios dos R$ 37,68 bilhões e novos interesses corporativos. Rafael investiga esquemas de mineração e acompanha ações contra a TÜV SÜD na Alemanha, enquanto Mariana transforma o Instituto Camila e Luiz Taliberti em uma fundação que une os 26 municípios afetados, lutando por políticas de segurança. Dona Lúcia encontra paz com o memorial, mas enfrenta dramas familiares. Um novo vilão tenta explorar a mineração sem segurança, desafiando as conquistas da comunidade. O Observatório das Ações Penais de Brumadinho pressiona por justiça internacional. A temporada termina com a inauguração de projetos ambientais e uma mensagem de resiliência: apesar de punições parciais, a luta das famílias e a memória das 272 vítimas garantem que Brumadinho nunca será esquecida.