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Prologo

Em uma cordilheira, no topo de uma pequena montanha, em frente a uma cabana simples de madeira, sentado em uma cadeira de balanço encontra-se um homem velho com aparência de cerca de sessenta anos, qualquer pessoa que pudesse olhar para esses apagados olhos negros conseguiria perceber o sentimento de amargura, solidão e arrependimento transmitidos por eles.

O velho continuamente se balança enquanto a ultima brisa do fim da tarde acaricia seu rosto, em suas mãos secas e enrugadas é possível ver uma foto desgastada com quatro pessoas, uma pequenina garota provavelmente com alguns meses de idade, um garoto com cerca de sete anos ambos com cabelos escuros como a noite e olhos azuis como o mar, a garota com covinhas em suas bochechas e olhos semicerrados como consequência de seu genuíno sorriso e seus braços erguidos tentando alcançar o rosto da mulher que lhe segura, enquanto o garoto está com a cara fechada com os braços cruzados, visivelmente desconfortável com a situação, atrás dele está uma mulher bonita com cor de cabelo e olhos da mesma cor das crianças, segurando o bebe em seus braços, seu sorriso amável como o de uma mãe protetora e um homem adulto alto, com seus cabelos de mesma cor que os outros e olhos com a mesma cor do cabelo, sorrindo com todos os dentes da boca e com uma de suas mãos acariciando a cabeça garoto e a outra mão na cintura da mulher, todos esses elementos conjuntos passam a sensação de felicidade e de harmonia para todos que olharem.

Se uma pessoa observar atentamente o homem adulto da foto, conseguirá notar semelhanças em seu rosto comparado ao do velho.

''Quem saberia que aquelas escolhas covardes e imaturas que tomei no passado acabariam me castigando tão duramente'' O velho ri loucamente por um longo tempo até começar a gritar com todo seu coração e começar a chorar. ''Droga, só sobrou eu... Porquê eles precisaram pagar pelos erro do seu pai tolo... POR QUÊ?!!''

Enquanto sol se poe no horizonte, seus últimos raios refletindo nos grandes prédios e ruas da cidade que se encontra nos pés desse emaranhado de montanhas, ali está ocorrendo um grande alvoroço com inúmeras explosões em diferentes áreas nas ruas da cidade, todas pintadas com sangue fresco de seus moradores e diversos corpos de crianças a velhos simplesmente jogados ao vento, em qualquer lugar que olha é possível enxergar grupos de pessoas lutando contra soldados com armaduras vermelho brilhante cobrindo dos pés a cabeça, algumas delas com espadas, outras com facas, armas de fogo, diferentes armas no geral, apenas uma coisa é semelhante entre esses moradores, o massacre unilateral, mesmo com vários deles tentando derrubar um único soldado ele só precisa de um único golpe para levar todos eles ao chão.

Pouco a pouco os moradores estão perdendo terreno, alguns já perderam a esperança e tentam fugir em vão, as crianças choram ao ver seus pais sendo mortos na sua frente, muitas construções estão pegando fogo e a grande maioria já desmoronou, em breve vão perder essa guerra, e não há nada que possa impedir isso.

O velho observa essa paisagem deprimente com olhos tristes. ''Não há mais esperanças para esse mundo, só ele poderia reverter essa situação... Infelizmente o peso sobre seus ombros era muito grande e ele acabou sucumbindo''

Ainda refletindo o velho continua '' Se eu pudesse consertar toda essa merda... Com certeza eu faria corretamente dessa vez''

...

''Ao menos tentaria dar sentido a vida desse velho inútil... Quem sabe o que aconteceria se eu tivesse ensinado e cuidado corretamente deles...''

...

''Talvez eu conseguiria descobrir o que houve com ela...''

'' Merda, quão inútil eu sou, nem ao menos tentei encontra-la...''

Uma grande explosão toma a forma de um grande cogumelo formado por uma nuvem de poeira e luz bem no centro da cidade, se expandindo rapidamente para todos os lados e transformando tudo onde passa em poeira.

O velho observa enquanto a grande nuvem se aproxima rapidamente de si, mas ao invés de medo, é possível ver até um pouco de alegria e alivio em seus olhos misturados com a tristeza, solidão e amargura.

...

''Quem sabe possamos nos reunir novamente agora... Depois de todos esses anos, juntos novamente''

Milésimos de segundos antes que a grande nuvem toque no velho, um feixe de luz engloba todo seu corpo e rapidamente se comprime desaparecendo da existência desse mundo, logo após isso a nuvem de destruição passa reduzindo tudo no seu caminho em poeira sem notar o desaparecimento daquele velho homem.

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