O tempo passou rapidamente nas semanas seguintes. Cada noite, Dante retornava à Floresta Proibida, onde treinava intensamente, testando seus limites e aperfeiçoando sua estratégia de combate. As pistolas trouxas que ele trouxe de seu mundo estavam agora totalmente integradas ao seu estilo de luta. O peso delas em suas mãos já era familiar, e, apesar de não utilizá-las com balas nos treinos, ele sabia que, no momento certo, elas seriam letais.
Aquela noite, no entanto, seria diferente.
Ele havia se preparado para um verdadeiro combate, carregando suas pistolas com balas reais. As acromântulas, criaturas gigantes e perigosas que habitavam as profundezas da floresta, seriam seu alvo. E dessa vez, Dante não iria hesitar.
Ele entrou na floresta, o silêncio cortante ao seu redor, os olhos atentos a qualquer sinal de movimento. As árvores o cercavam como guardiãs silenciosas, enquanto a lua cheia iluminava parcialmente o caminho. Ele caminhou com cautela, o som suave de folhas sendo esmagadas sob suas botas. Em sua mente, Dante já visualizava o combate. As pistolas flutuavam ao redor dele, controladas por sua magia, prontas para agir a qualquer sinal de perigo.
Após alguns minutos de caminhada, ele sentiu uma presença.
Não demorou muito para que uma enorme acromântula emergisse das sombras. Seus olhos brilhavam com um vermelho ameaçador, e suas patas grossas se moviam rapidamente em direção a Dante. Era hora de agir.
Sem perder tempo, ele ergueu sua varinha, apontando-a diretamente para a criatura. "Bombarda!" gritou ele, lançando uma explosão diretamente contra o peito da acromântula. O impacto foi forte o suficiente para afastá-la por um momento, mas a criatura não recuou. Ao contrário, soltou um chiado ameaçador, enquanto mais duas surgiam das sombras, cercando Dante rapidamente.
Perfeito, pensou Dante. Era exatamente o desafio que ele precisava.
Com um movimento rápido, ele apontou sua varinha para o chão e ativou algumas runas que havia deixado estrategicamente posicionadas. As runas irradiaram uma luz intensa, cegando temporariamente as criaturas. Ele então focou sua atenção na acromântula mais próxima, que, mesmo desorientada, avançava em sua direção com fúria.
Dante estendeu a mão, e uma de suas pistolas flutuantes girou em sua direção. Sem hesitar, ele mirou na cabeça da criatura. O som da bala cortando o ar ecoou pela floresta, e, no segundo seguinte, a acromântula caiu pesada no chão, o corpo inerte. Um tiro, uma morte.
As outras acromântulas, embora cegas pela luz das runas, ainda se moviam com rapidez impressionante. Uma delas saltou em sua direção, tentando atacá-lo pelas costas. Mas Dante estava pronto.
Ele girou sobre si mesmo, apontando sua varinha para a criatura no ar. "Incendio!" gritou ele, e uma torrente de fogo se lançou contra a acromântula, que caiu no chão em chamas, debatendo-se em agonia. Mesmo enquanto ardia, ela ainda tentava atacar, mas Dante sabia que não sobreviveria por muito tempo.
A terceira acromântula, no entanto, era mais rápida e astuta. Aproveitando a distração, ela avançou na direção de Dante, suas presas prontas para atacar. Foi por pouco.
Dante saltou para trás, desviando-se por um triz. Ele lançou um rápido "Bombarda Maxima!" diretamente no chão sob a criatura. A explosão foi devastadora. A acromântula foi lançada para o alto antes de cair, esmagada, no chão. Seu corpo estava destroçado, e um rastro de fumaça subia do impacto.
Dante respirava com dificuldade, mas seu foco nunca diminuía. Ele sentiu que havia mais.
E não demorou muito para que surgisse o próximo desafio. Mais acromântulas começaram a surgir das sombras, atraídas pela batalha. Ele estava cercado novamente, mas isso não o intimidava. Com as pistolas flutuantes ao redor, ele parecia quase uma máquina de combate, equilibrando magia e armas trouxas com maestria.
Ele recarregou as pistolas rapidamente, seu olhar fixo nas criaturas ao seu redor. Dessa vez, não seriam apenas tiros de aviso.
Dante deu um passo à frente e levantou a varinha. "Incendio!" Um feixe de fogo saiu de sua varinha, acertando uma das acromântulas diretamente, incendiando-a instantaneamente. Ele girou, disparando com a pistola que flutuava à sua esquerda, acertando outra criatura diretamente na cabeça. O som do disparo ecoou pela floresta, seguido pelo som pesado do corpo da criatura caindo no chão.
A batalha se intensificava.
As acromântulas tentaram cercá-lo mais uma vez, mas Dante era mais rápido ele tirou do seu manto os papeis que tinha preparados com as runas de luz e lançou elas no ar rapidamente as fez cercarem a sí mesmo quando uma dessas aranhas se aproximava ele ativava cegando e atordoando-a rapidamente dando tempo suficiente para ele lançar um "Bombarda!" a explosão ressoou, criando uma cortina de poeira e destroços que impediu as criaturas de avançarem por um momento. Ele aproveitou a distração para disparar mais tiros certeiros, cada bala atingindo seu alvo com precisão letal.
Uma das acromântulas tentou atacá-lo pelas costas, mas Dante sentiu a presença dela antes mesmo que ela se aproximasse ativando a runa de luz que estava sobrevoando nas suas costas cegando-a e com um movimento ágil, ele girou no lugar, lançando um "Bombarda Maxima!" que explodiu diretamente sob a criatura. O impacto foi devastador, e o corpo gigantesco da acromântula foi lançado pelos ares, caindo inerte a alguns metros de distância.
Agora restavam apenas duas.
Dante fixou seus olhos nelas, enquanto as pistolas flutuantes assumiam suas posições. Era hora de acabar com aquilo.
Com um movimento rápido, ele levantou a varinha e conjurou um último "Incendio!", criando um círculo de fogo ao seu redor que impediu as criaturas de avançarem. As pistolas flutuaram em sua direção, e, com um gesto preciso, ele disparou dois tiros, um para cada acromântula. As balas perfuraram suas cabeças com precisão cirúrgica, e os corpos das criaturas caíram pesados no chão, sem vida.
Dante respirou fundo, observando a cena ao seu redor. Ele havia vencido, e sua vitória foi absoluta.
O cheiro de pólvora e carne queimada enchia o ar, enquanto a luz da lua iluminava os corpos das criaturas caídas ao seu redor. Dante guardou as pistolas em sua bolsa mágica, e então olhou para o céu, a noite seria longa mas a sua pratica estava dando resultados.
Dante continuou lutando contra elas até que elas em fim pararam de aparecer, eles gastou no total 162 balas mas ainda lhe restavam bastante, e com magia ele poderia criar mais delas facilmente pois ele havia estudado as balas e sabia exatamente como criar elas agora que havia desmontado algumas.
Aquela noite logo se acabou e Dante rapidamente voltou ao castelo para descansar na noite seguinte ele iria continuar a pratica.
No dia anterior o dia foi como qualquer outro com as aulas sendo realizadas normalmente logo a noite chegou e Dante se preparou para sair mais uma vez e ir diretamente para a floresta continuar seu treino.
Com o feitiço de desilusão lançado em sí Dante se preparou para sair do castelo mas ele acabou escutando passos e um barulho vindo das escadas do castelo ele logo foi em direção as vozes para ver.
"Ai cuidado com seu pé, idiota" falou uma das vozes.
"Eu não sou idiota você que é, eu já pedi desculpa" falou outra das vozes.
"Pessoal silêncio se não vamos ser pegos por filch" disse outro das vozes
Dante logo reconheceu quem eram as vozes, Harry, Rony e Hermione, mas ao chegar na escada ele não viu nada e então lançou o feitiço de localização e mesmo usando o feitiço ele ainda não conseguiu detectar nada, como eles conseguiram fazer isso nem mesmo o feitiço de desilusão que ele estava usando era imune ao contra feitiço, ele então resolveu seguir os passos logo atrás.
Eles rapidamente pararam de frente a uma porta, Dante logo reconheceu era a mesma porta em que Dumbledore falou para não irem logo no inicio do ano letivo, ele então montou o quebra cabeça, se a pedra filosofal estava em Hogwarts então ela deve estar nessa entrada pois pelo que Hermione contou naquele dia ela sabia onde estava então consequentemente os outros dois também sabiam.
Ao chegar na porta eles lançaram logo o feitiço alohomora para abrir a porta e entrar, Dante rapidamente se esgueirou entre a porta e entrou junto com eles, Dante rapidamente puxou sua varinha e estava preparado para começar a lançar os feitiços e puchar as armas e os papeis rúnicos criados pois a ali naquela mesma sala estava um cão gigante com três cabeças, mas ele logo se sentiu aliviado pois o cão aparentemente estava dormindo ele logo percebeu no canto da sala um piano tocando sozinho, ele logo então olhou para mais de perto foi quando o cão respirou bem fundo e soprou ele viu os três encrenqueiros aparecerem.
Dante observava a cena com atenção, enquanto permanecia oculto pelo feitiço de desilusão. Ele não sabia que existia um manto capaz de tornar os outros invisíveis, o que tornava Harry, Hermione e Rony ainda mais intrigantes para ele. Eles estavam se movendo em território perigoso, claramente tentando roubar ou proteger a Pedra Filosofal. Seus pensamentos fluíam rapidamente, tentando entender o que Dumbledore e os outros estavam realmente tramando. Por que Hogwarts estaria guardando um artefato tão poderoso em um local acessível a estudantes?
Enquanto as três figuras tentavam avançar silenciosamente, Dante avaliava suas opções. Ele podia intervir, confrontá-los e tentar descobrir o que sabiam, ou poderia seguir observando, vendo até onde isso levaria.
O cão gigante de três cabeças, apesar de estar adormecido, ainda era uma ameaça considerável. Dante notou que Harry parecia comandar a situação, apontando para o chão onde o cão descansava, indicando que a música encantada estava mantendo-o adormecido. Hermione assentiu com a cabeça, compreendendo o plano de Harry, enquanto Rony olhava nervosamente para os lados, claramente desconfortável com a situação.
Dante, já posicionado estrategicamente, observou os três se moverem devagar até uma porta localizada sob o cão. O grande monstro roncava de forma alarmante, mas a melodia suave que ecoava pela sala o mantinha sonolento. Harry gesticulou para que Hermione usasse algum feitiço para abrir a porta abaixo da criatura.
"Alohomora!" sussurrou Hermione, e a porta rangeu suavemente ao se abrir. Eles desceram um por um, desaparecendo para além da entrada oculta,
Dante hesitou por um breve momento. Deveria seguir adiante? Algo dentro dele dizia que esse caminho o levaria direto ao coração do mistério que ele tanto buscava desvendar. Ele puxou a varinha, segurou um de seus papéis de runa com um feitiço de luz preparado, e desceu atrás deles.
Ao atravessar a porta, Dante encontrou-se em um corredor escuro e claustrofóbico, com luzes bruxuleantes vindas de pequenas tochas presas nas paredes de pedra. A presença de feitiços poderosos preenchia o ar, fazendo os pelos de sua nuca se arrepiarem. Ele ficou alerta, suas pistolas prontas para serem invocadas a qualquer momento. Era evidente que aquilo era uma armadilha elaborada.
Mais à frente, ele ouviu vozes e o som de movimento, além do sussurro de feitiços sendo lançados. A passagem se alargava e, ao entrar na sala seguinte, ele viu o trio enfrentando o que parecia ser um grupo de plantas enroscadas em seus corpos. Eram tentáculos de uma planta diabólica conhecida como Visgo do Diabo, apertando-os cada vez mais. Hermione, claramente em pânico, lutava para lembrar como combater a planta. Harry tentava puxá-la, enquanto Rony estava completamente imóvel, preso pelo medo e pelas vinhas que apertavam suas pernas.
Dante, ainda invisível, assistiu por um momento, intrigado. Hermione, finalmente se lembrando do feitiço correto, gritou: "Lumus Solem!" Uma luz brilhante emanou de sua varinha, enfraquecendo a planta e permitindo que os três escapassem de suas garras. Dante, aproveitando que eles estavam distraídos, deslizou para o próximo cômodo, mantendo-se alguns passos à frente do trio.
À medida que desciam mais fundo nas entranhas de Hogwarts, Dante começou a perceber a complexidade das proteções colocadas ao redor da Pedra. Ele tinha certeza de que cada um dos obstáculos à frente deles havia sido colocado por um professor diferente. O que isso dizia sobre a cumplicidade dos professores e de Dumbledore? Isso tudo parecia cada vez mais uma prova para Harry, Rony e Hermione – mas para quê?
O próximo desafio foi uma sala cheia de chaveiros alados que voavam descontroladamente. Dante observou em silêncio enquanto Harry tentava, desajeitadamente, capturar a chave certa montado em uma vassoura velha. O trio conseguiu atravessar essa etapa com algum esforço, mas Dante não interveio.
Finalmente, chegaram a uma sala onde um grande tabuleiro de xadrez mágico dominava o centro. As peças, imponentes e intimidadoras, estavam prontas para a batalha. Dante observou de perto enquanto Rony, com sua habilidade estratégica em xadrez de bruxos, começou a organizar os movimentos das peças. O tabuleiro era mais do que apenas um jogo: era uma armadilha mortal, e cada movimento errado podia resultar em morte certa.
Rony, surpreendentemente confiante, ordenava os movimentos das peças, guiando Harry e Hermione enquanto avançavam com cuidado pelo tabuleiro. Dante ficou à margem, avaliando o cenário com calma. Ele sabia que, se necessário, poderia intervir a qualquer momento, mas optou por permitir que o trio enfrentasse esse desafio por conta própria. Eles eram mais capazes do que ele imaginava.
Quando Rony, num ato de sacrifício, foi derrubado por uma das peças gigantes para permitir que Harry desse xeque-mate, Dante sentiu uma onda de respeito pela coragem do garoto ruivo, mesmo que ele o considerasse tolo por correr tanto risco.
Com Rony caído, Hermione decidiu ficar para ajudar o amigo e pediu para Harry continuar em frente. O garoto hesitou por um momento, mas a determinação nos olhos de Hermione o fez seguir adiante. Dante, sem revelar sua presença, continuou seguindo-os de perto, atento a cada movimento.
Ao chegarem a um espaço diferente, Dante observou Harry passar por pilares imponentes, quando de repente, uma onda de fogo irrompeu do centro do local. Percebendo o perigo iminente, Dante rolou rapidamente para o lado, evitando as chamas vorazes e se escondendo atrás de um dos pilares. O calor era intenso, e ele se concentrou, tentando não se deixar levar pelo pânico.
Dante espiou por trás do pilar e viu Harry se aproximar de um grande espelho. O que estava diante do reflexo era uma visão inesperada, o gaguinho professor Quirrell, mas agora com uma aura de malícia que Dante nunca havia notado antes.