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Capitulo 19 - Isso não é nada confortável

Ao sair do castelo, sentiu o ar fresco e viu o sol brilhar intensamente sobre o lago. A água refletia a luz, criando um cenário de tranquilidade. Ele caminhou até sua árvore favorita, onde já havia praticado antes, e tirou sua varinha, pronto para continuar os treinos.

Dante começou com os feitiços mais simples, aquecendo-se e relembrando os movimentos corretos da varinha. Ele praticou o "Expelliarmus" várias vezes, sentindo-se mais confiante a cada tentativa. O feixe de luz que saía de sua varinha estava cada vez mais forte e preciso.

Passou então para o "Estupefaça". Apontou a varinha para uma rocha próxima e pronunciou o feitiço. No começo, o efeito era fraco, mas com perseverança, ele conseguiu fazer a rocha tremer levemente. Ele sabia que ainda precisava melhorar, mas estava determinado a dominar o feitiço.

Depois de algum tempo, decidiu tentar o "Petrificus Totalus". Imaginou um oponente à sua frente e lançou o feitiço. Inicialmente, o efeito foi quase inexistente, mas com prática constante, ele começou a notar uma leve rigidez no objeto alvo. Sabia que estava no caminho certo, mesmo que o progresso fosse lento.

Dante fez uma pausa para respirar e observar o ambiente. O lago estava calmo, e apenas o som ocasional de pássaros quebrava o silêncio. Ele gostava daquele lugar, pois ali conseguia se concentrar sem interrupções.

Decidiu então tentar um feitiço mais avançado: o "Reducto". Apontou para uma pedra maior e pronunciou o feitiço. O resultado foi uma explosão de faíscas, mas a pedra permaneceu intacta. Ele franziu a testa, sabendo que precisaria de mais prática para dominar completamente esse feitiço.

Enquanto treinava, Dante refletia sobre suas aulas e sua vida em Hogwarts. A escola era um lugar fascinante e cheio de desafios, e ele estava determinado a superar todos eles. Sabia que precisava continuar estudando e praticando para se tornar um bruxo habilidoso.

O tempo passou rapidamente, e logo chegou a hora do almoço. Dante guardou sua varinha e começou a caminhar de volta para o castelo. Sentia-se revigorado pelo tempo passado ao ar livre e animado com os progressos que havia feito em seus feitiços.

Ao entrar no salão principal, o burburinho das conversas encheu seus ouvidos. Ele dirigiu-se à mesa da Sonserina e sentou-se em um lugar um pouco afastado dos outros alunos. Draco Malfoy estava do outro lado da mesa, lançando olhares desconfiados para Dante, mas sem dizer uma palavra. Dante ignorou-o, focando-se na comida à sua frente.

Enquanto comia, não pôde deixar de notar os cochichos ao seu redor. Muitos ainda comentavam sobre o incidente com Malfoy, e ele sabia que sua reputação estava crescendo. Alguns alunos o olhavam com curiosidade, outros com respeito, e alguns, como Malfoy, com ressentimento.

Hermione Granger estava sentada na mesa da Grifinória, ainda lançando olhares furtivos na direção de Dante. Ela parecia intrigada com ele, mas Dante não estava interessado em fazer novos amigos naquele momento. Tinha seus próprios objetivos e preferia manter distância.

Após o almoço, Dante tinha um intervalo antes da próxima aula, então decidiu continuar sua exploração do castelo. Subiu as escadas, passando por corredores que ainda não havia visitado. Encontrou várias salas interessantes, algumas cheias de armaduras antigas, outras com tapeçarias que contavam histórias da história de Hogwarts.

Logo o tempo se passou, e ele se dirigiu para um espaço aberto onde os alunos estavam se aglomerando, preparando-se para a primeira aula de voo. A excitação no ar era palpável; todos estavam ansiosos para aprender a voar em vassouras.

Dante viu Harry Potter e seus amigos, Rony e Hermione, entre os alunos, e também notou Draco Malfoy, que estava conversando animadamente com seus capangas.

A Professora Hooch, uma mulher de aparência severa mas com um brilho de entusiasmo nos olhos, chegou ao campo de treinamento. "Bom dia, alunos!" ela disse com uma voz forte e clara. "Hoje vamos aprender o básico sobre como voar em uma vassoura. Quero que todos se alinhem ao lado de uma vassoura."

Os alunos obedeceram, formando uma linha ao lado de suas vassouras. Dante olhou para a sua vassoura. É serio que ele teria que voar naquilo, não parece nada confortável.

"Agora, estendam a mão direita sobre a vassoura e digam 'Up!'" instruiu a Professora Hooch.

"Up!" disseram todos em uníssono. Algumas vassouras responderam imediatamente, pulando para a mão de seus donos, enquanto outras permaneceram teimosamente no chão. A vassoura de Dante subiu rapidamente, pousando com firmeza em sua mão.

"Agora, todos montem em suas vassouras. Vamos começar com um voo simples, quando eu apitar quero que todos deem um impulso para cima levemente e logo desçam ao chão." Disse a Professora.

Dante montou em sua vassoura, ajustando-se para ficar confortável. Ele viu alguns alunos lutando para se equilibrar, enquanto outros pareciam mais à vontade. Com um sinal da Professora Hooch, todos os alunos tentaram decolar rapidamente mas algo inesperado aconteceu.

O mesmo garoto com o rosto redondo que Dante viu durante o trem, começou a voar alto de mais pelo visto logo a professora pareceu preocupa.

"Vamos, desça rapidamente, Sr. Longbottom," exclamou a professora Hooch, a voz carregada de preocupação.

"Eu não consigo, desça, desça," falou nervosamente o garoto, a voz tremendo enquanto ele tentava controlar a vassoura.

A situação se agravou quando Neville perdeu completamente o controle. Dante observava atentamente enquanto o garoto voava desordenadamente pelo ar, batendo a ponta da vassoura contra uma parede e subindo cada vez mais alto. O pânico no rosto de Neville era evidente, e os murmúrios ansiosos dos outros alunos enchiam o campo.

De repente, Neville foi arremessado em direção a uma torre e sua capa ficou presa na lança de uma estátua. A capa começou a rasgar lentamente, e a cada segundo que passava, a tensão aumentava. Finalmente, com um som horrível de tecido rasgando, a capa se soltou completamente, fazendo Neville despencar.

Neville caía, batendo forte no chão. A Professora Hooch correu para ele, enquanto os outros alunos observavam com olhos arregalados.

"Ninguém se mexa," ordenou a professora Hooch, agachando-se ao lado de Neville. "Tudo bem, Sr. Longbottom, está tudo bem. Vamos levá-lo para a ala hospitalar."

A professora Hooch voltou-se para o restante da turma e disse com firmeza: "Todos vocês esperem aqui enquanto eu levo o Sr. Longbottom. E não quero ver nenhuma vassoura no ar, ou vocês estarão fora daqui mais rápido do que podem dizer Quadribol." Assim que disse isso, a professora saiu rapidamente com Neville.

Dante, observando a cena, notou uma pequena bola caída no chão. Provavelmente havia caído do bolso de Neville durante a confusão. No entanto, ele não foi o único a perceber. Draco Malfoy avançou rapidamente e pegou a bola, segurando-a no ar para que todos vissem.

"Se aquele idiota tivesse apertado esse botão, talvez tivesse lembrado de cair de bunda da vassoura," zombou Draco, provocando risos entre seus amigos Crabbe e Goyle.

"Devolva isso, Malfoy," disse Harry Potter, aproximando-se com determinação. "Neville vai precisar disso quando se recuperar."

Draco virou-se para Harry, um sorriso malicioso dançando nos lábios. "E por que eu deveria ouvir você, Potter? Eu já sei o que vou fazer." Com um movimento rápido, Draco montou em sua vassoura e decolou no céu, rindo enquanto dizia: "Vou pôr isso em um lugar para que Neville vá buscar depois."

Harry, claramente não gostando do tom provocador de Draco, não hesitou. Em um movimento rápido, subiu em sua própria vassoura e foi atrás dele. Os demais alunos observavam com atenção a perseguição, alguns torcendo para que Harry recuperasse o objeto, enquanto outros, especialmente os da Sonserina, esperavam que Draco conseguisse escapar.

Dante, no entanto, perdeu rapidamente o interesse na briga infantil que se desenrolava diante de seus olhos. Para ele, aquilo não passava de uma demonstração tola de orgulho e rivalidade que, no fim, não traria benefício algum a nenhum dos envolvidos. Com um suspiro de indiferença, ele sentou-se na grama, afastando-se da agitação. Com um gesto tranquilo, tirou um livro do bolso do manto e começou a lê-lo, buscando a paz e o conhecimento que tanto valorizava.

Enquanto Dante se concentrava nas páginas, os gritos e risos ao redor se tornaram apenas um pano de fundo distante, como o murmúrio de um riacho que flui sem pressa. A história do livro o absorvia, cada palavra um tijolo na construção de seu vasto castelo de conhecimentos. Ele sempre acreditou que o verdadeiro poder não vinha de demonstrações impulsivas de habilidade, mas de uma compreensão profunda e paciente do mundo ao seu redor.

Depois de algum tempo, Dante levantou os olhos do livro ao perceber que a situação entre Draco e Harry havia aparentemente se resolvido. Ele viu Harry descendo ao chão, segurando o objeto que Draco havia roubado. A multidão ao redor estava dividida; alguns comemoravam discretamente, enquanto outros pareciam desapontados.

Logo em seguida, a figura imponente da Professora McGonagall surgiu à distância, caminhando rapidamente em direção ao grupo. Seus olhos fixaram-se em Harry, e por um momento, Dante imaginou que o garoto estava prestes a enfrentar uma séria repreensão. No entanto, ao observar mais de perto, percebeu algo diferente na expressão da professora. Havia uma mistura de seriedade e algo que poderia ser interpretado como satisfação.

Quando McGonagall chegou, ela não perdeu tempo. Chamou Harry para segui-la, e ambos desapareceram pelos corredores da escola. Os murmúrios entre os alunos ficaram mais altos, com muitos especulando que Harry estava prestes a ser expulso, ou pelo menos, severamente punido.

Draco, com um sorriso de vitória nos lábios, parecia certo de que Harry estava prestes a sofrer as consequências de suas ações. Mas Dante, observador como sempre, notou algo que os outros pareciam ignorar. A postura de McGonagall, o tom em sua voz, não indicavam uma reprimenda iminente. Pelo contrário, parecia que Harry estava prestes a ser recompensado por sua ousadia.

Dante, entretanto, não se deixou envolver pelas fofocas e especulações. Aquele jogo de privilégios, onde o famoso "Garoto Que Sobreviveu" aparentemente receberia tratamento especial, não era algo que lhe interessava. Ele voltou a concentrar-se em seu livro, decidido a continuar sua jornada de aprendizado, indiferente às vantagens que outros poderiam receber por seu status ou fama.

Pouco tempo depois, a Professora Hooch retornou e foi informada sobre o confronto entre Draco e Harry. Apesar da gravidade da situação, ela optou por não prolongar o assunto, ciente de que já havia perdido tempo demais com as questões disciplinares. "Vamos continuar a aula," disse ela com firmeza, ignorando as perguntas curiosas dos alunos sobre o destino de Harry.

Dante e os outros alunos montaram novamente em suas vassouras. Embora estivesse dominando os fundamentos do voo, Dante não podia negar o desconforto que sentia ao voar em uma vassoura. A instabilidade e a sensação de desequilíbrio eram perturbadoras para alguém como ele, que sempre prezou pela precisão e controle.

Enquanto subia no ar, Dante começou a refletir sobre uma ideia que lhe ocorrera. Talvez fosse possível criar um feitiço que permitisse voar sem a necessidade de uma vassoura. Ele já havia dedicado muito tempo ao estudo de feitiços de levitação, e a ideia de aplicar esses conhecimentos em suas próprias roupas ou até mesmo em calçados começou a tomar forma em sua mente.

A ideia era ambiciosa, mas Dante sempre se viu como alguém disposto a ultrapassar os limites do que era convencional. Se não existisse um feitiço assim, ele estaria determinado a inventá-lo. A sensação de liberdade que isso poderia proporcionar era algo que ele achava fascinante.

Ele imaginou como seria voar livremente, sem a necessidade de segurar uma vassoura, seus pés ligeiramente afastados do chão, deslizando pelo ar com a mesma fluidez de uma folha sendo carregada pela brisa. O controle absoluto, a precisão em cada movimento... era algo que poderia mudar a maneira como os bruxos viam o voo.

Enquanto os outros alunos ainda estavam se concentrando em dominar suas vassouras, Dante começou a pensar nas possíveis combinações de feitiços que poderiam fazer sua ideia funcionar. Ele precisaria de algo mais avançado do que um simples Wingardium Leviosa; talvez uma fusão de encantamentos que envolvessem estabilização, controle de altura e velocidade, tudo integrado em um só feitiço.

O toque final seria encontrar um meio de canalizar a magia de maneira eficaz, talvez através de algum tipo de runa aplicada às vestes ou sapatos. Era um projeto complexo, mas quanto mais pensava nisso, mais determinado ele se sentia.

Após a aula, Dante decidiu que precisaria acessar livros mais avançados na biblioteca, especialmente aqueles que tratassem de magia experimental e feitiços de voo e alguns livros de runas avançadas. Ele sabia que a jornada para criar algo tão revolucionário exigiria não apenas talento, mas também uma paciência imensa e uma compreensão profunda das leis da magia.

Com o termino da aula Dante ainda estava pensando nas aplicações que poderiam serem feitas para poder voar, enquanto ele pensava ele foi se andando para a beira do lago para poder continuar a sua pratica naqueles feitiços, antes do jantar e logo após o jantar ele tinha detenção com o professor Snape, ele imaginara oque lhe aguardar como castigo, em fim ao menos ele poderia fazer algumas perguntas sobre umas certas poções, logo pensou.

Rapidamente indo em direção ao lago Dante ao chegar lá começou imediatamente o seu treinamento no lançamento dos feitiços, o mesmo ficando mais proficiente nos mesmos.

Fala ae pessoal mais um capitulo ai pra oces vlw

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