Dumbledore, ainda sentado em sua cadeira, rememorava os eventos do dia, a mente fervilhando com pensamentos sobre o jovem Dante Maximilliam. O dia começara como qualquer outro, mas ele acordara com uma sensação de inquietude que não conseguia sacudir. Algo o perturbava, como se uma peça importante tivesse mudado no delicado equilíbrio entre Harry e Voldemort. Decidido a investigar, ele visitara a professora Sibila Trelawney, preocupado com qualquer alteração na profecia que envolvia o Menino-Que-Sobreviveu.
Para sua satisfação, Trelawney confirmara que a profecia de Harry e Voldemort permanecia inalterada. Aquilo o confortou, mas apenas por um breve momento. Ao se preparar para sair da sala da professora de Adivinhação, algo inesperado aconteceu: Trelawney caiu em um estado de transe e proferiu uma nova profecia, uma que o deixara profundamente perturbado. Ela falara de um novo jogador no tabuleiro, alguém cujo talento para a magia era vasto, quase imensurável. As palavras de Trelawney foram enigmáticas, mas a demonstração de Dante naquela noite parecia dar-lhes vida.
A calma que o garoto demonstrara diante de Lucius Malfoy e do próprio Dumbledore era incomum, especialmente para alguém de sua idade. Era como se Dante tivesse uma compreensão do mundo e de si mesmo que ultrapassava em muito o que se esperaria de uma criança de onze anos. Não havia sinais de medo, apenas uma confiança inabalável, como se ele soubesse que o destino estava em suas mãos.
Dumbledore suspirou, voltando seus pensamentos para o presente. O que ele deveria fazer com essa nova variável que o destino havia lançado em Hogwarts? Ele não podia ignorar a possibilidade de que Dante representasse uma ameaça, não só para a escola, mas para todo o mundo bruxo. Decidiu que precisava de respostas e, para isso, consultaria uma das entidades mais antigas e sábias do castelo.
"Chapéu Seletor," chamou Dumbledore, com a voz firme, mas cautelosa. O antigo chapéu estava guardado em uma prateleira alta, coberto de poeira e teias de aranha, mas ao ouvir seu nome, ele acordou com um leve movimento.
"Sim, Alvo?" respondeu o Chapéu Seletor, com sua voz arrastada e ligeiramente cansada. "O que deseja?"
Dumbledore hesitou por um momento antes de prosseguir. "Aquele menino, Dante Maximilliam... Ele representa alguma ameaça a Hogwarts?"
O Chapéu Seletor pareceu refletir por um momento, suas dobras antigas se movendo enquanto ele considerava a pergunta. "A ameaça," começou ele, "é uma palavra forte, Alvo. Esse garoto, Dante, é... único. Quando o coloquei na Sonserina, foi uma decisão difícil, uma que não tomei levianamente. O coloquei lá para mudar as coisas, ele não representa nenhuma ameaça para Hogwarts."
"E seu passado oque houve com ele para moldar alguém dessa maneira?", perguntou Dumbledore.
"Você sabe bem que eu não posso fornecer informações sobre oque vi na mente dos estudantes alvo.", respondeu o Chapéu Seletor.
Dumbledore suspirou, aceitando a resposta do Chapéu Seletor. Ele sabia que não poderia insistir, pois o Chapéu, embora sábio e perspicaz, era firme em sua neutralidade e confidencialidade.
Dumbledore assentiu com gratidão ao Chapéu Seletor, mas sua mente continuou a vagar, mergulhada em pensamentos sobre o futuro de Dante e o impacto que ele poderia ter em Hogwarts e além. A profecia recém-ouvida, o poder latente em Dante, tudo indicava que tempos incertos estavam por vir. O diretor se recostou em sua cadeira, deixando o peso dessas considerações pairar sobre ele por um tempo indeterminado.
Enquanto isso, em outra parte do castelo, Dante estava saindo da sala de Snape após cumprir as duas horas de detenção. Sem perder tempo, dirigiu-se à sala comunal da Sonserina. Quando entrou, o salão estava quase deserto; apenas alguns alunos permaneciam acordados, cochichando em tons baixos ou mergulhados em livros.
Dante passou por eles sem dar muita atenção, sua mente ainda girando em torno de tudo o que havia acontecido naquele dia. Ele chegou ao seu dormitório, onde o ambiente era silencioso o mesmo se jogou na cama, mas não para descansar imediatamente; seu cérebro estava a mil, planejando o que precisava fazer a seguir.
Ele sabia que o incidente com Malfoy e as reações subsequentes das famílias puro-sangue tinham acendido um alerta. Dante precisava se preparar para qualquer eventualidade. Sua mente estava fixada em um único objetivo: poder. E não qualquer tipo de poder, mas um que o permitisse estar à frente de qualquer um que tentasse desafiá-lo.
Dante então começou a formular planos para desenvolver suas habilidades mágicas. Ele tinha aulas de feitiços no dia seguinte, e estava determinado a aproveitar ao máximo cada minuto. Sabia que, para sobreviver e prosperar, precisaria ser mais do que apenas um bom aluno. Precisava dominar os feitiços a um nível que ninguém mais pudesse alcançar e, além disso, criar feitiços novos, únicos, que lhe dessem vantagem em qualquer situação.
Um feitiço específico começou a se formar em sua mente—a habilidade de voar sem o uso de uma vassoura ou varinha. Ele queria a liberdade de se mover pelo ar à vontade, escapando de ataques e, ao mesmo tempo, contra-atacando com precisão. Esse tipo de magia exigiria um conhecimento profundo de runas, uma área que ele ainda não dominava, mas que estava determinado a estudar com afinco.
Ele visualizou a aplicação do feitiço de voo nas roupas, imbuindo-as com runas mágicas que, quando ativadas, permitiriam que ele se elevasse no ar. Sabia que isso não seria fácil, mas a dificuldade só aumentava seu desejo de realizar a façanha. A ideia de flutuar acima de seus adversários, intocável e implacável, alimentava sua determinação. Com essa habilidade, ele poderia evitar confrontos diretos e, ao mesmo tempo, lançar feitiços poderosos contra seus inimigos de uma posição de vantagem.
Enquanto seus pensamentos fervilhavam com essas novas ideias, Dante sentiu uma estranha calma se instalar sobre ele. Ele estava começando a entender que seu caminho não seria como o de outros estudantes. Não estava ali para seguir as regras ou se conformar às expectativas. Estava ali para se tornar algo mais—algo que ninguém jamais esperaria.
Dante fechou os olhos, finalmente sendo levado pelo sono. Seus últimos pensamentos antes de adormecer foram sobre o futuro—um futuro onde ele seria o mestre de seu próprio destino, onde nenhum nome assinado em uma lista poderia ditar seu caminho. Ele acordaria no dia seguinte com um único propósito: evoluir, aperfeiçoar-se.
Na manhã seguinte, o castelo estava envolto em uma leve neblina, o ar frio e úmido pairando no ambiente. Dante despertou cedo, sua mente já determinada a começar sua jornada de treinamento intensivo. Não havia tempo a perder; ele sabia que cada momento contava.
Vestindo-se rapidamente, ele evitou os corredores principais para não ser notado e saiu discretamente do castelo. O ar fresco da manhã encheu seus pulmões enquanto ele se dirigia ao seu local de prática habitual, uma clareira isolada à beira do lago, onde podia treinar sem ser perturbado.
Ao chegar, Dante observou o cenário ao seu redor. O lago estava calmo, e a neblina que se erguia da superfície da água dava ao ambiente uma sensação de mistério, quase mágica. Ele inspirou profundamente, permitindo que a tranquilidade do lugar o centrasse, e então começou seu treino.
Ele começou com os feitiços básicos que havia aprendido até agora, repetindo-os até que se tornassem quase automáticos. Mas Dante não estava satisfeito com apenas dominar o básico; ele queria ir além, explorar os limites de suas habilidades. Cada movimento de sua varinha, cada palavra pronunciada, era feito com precisão, mas também com uma intenção de superar o comum. Ele buscava aquele ponto onde a magia não era apenas um reflexo do que lhe fora ensinado, mas uma extensão de sua própria vontade.
Durante as duas horas que se seguiram, Dante experimentou variações dos feitiços, tentando adaptá-los e moldá-los a partir de suas próprias ideias. Às vezes, ele conseguia resultados impressionantes; outras vezes, enfrentava fracassos e explosões de faíscas que o faziam recuar. No entanto, cada erro era uma lição, e ele não se deixava abater.
Finalmente, após essas duas horas de esforço contínuo, Dante percebeu que era hora de retornar ao castelo para o café da manhã. Sabia que havia muito a fazer, mas cada pequeno avanço o deixava mais perto de seus objetivos.
Ao voltar para o castelo, seus pensamentos estavam focados naquilo que precisava fazer a seguir. Ele tinha as aulas pela manhã, mas sabia que poderia usar o tempo livre à tarde para continuar seus estudos e práticas. Havia um lugar específico na biblioteca que ele queria explorar uma seção sobre magia antiga e runas esquecidas, onde esperava encontrar mais respostas para suas perguntas.
Durante o café da manhã, Dante permaneceu calado, observando seus colegas de casa enquanto comiam e conversavam. Ele percebeu que muitos ainda o olhavam com curiosidade ou cautela. Entre eles, o olhar que mais se destacava era o de Draco Malfoy. O garoto mimado, que sempre carregava uma expressão de superioridade e desprezo, agora exibia uma mistura de raiva e medo. Dante notou as olheiras sob os olhos de Malfoy e o aperto nervoso em seus lábios finos. Provavelmente, o garoto havia recebido uma carta de seu pai, Lucius Malfoy, relatando o fracasso de sua tentativa de expulsar Dante de Hogwarts.
Dante, com um sorriso interno, sabia que aquele olhar de Malfoy não era apenas de ressentimento, mas de receio. "Ele está com medo que eu faça algo com ele," pensou Dante, divertindo-se com a ideia. Ele lembrava claramente das palavras de Dumbledore sobre não machucar fisicamente seus colegas, mas isso não significava que não havia outras formas de lidar com seus inimigos. "Vou machucar vocês na surdina," pensou ele, sentindo uma onda de satisfação ao imaginar as várias maneiras de tornar a vida de Malfoy um inferno sem levantar suspeitas.
A tensão na mesa da Sonserina era palpável, mas Dante manteve sua expressão impassível. Ele sabia que, ao manter-se calmo e controlado, aumentava ainda mais a inquietação dos outros. Ele estava, a cada momento, mais determinado a transformar aquela escola no seu próprio campo de batalha mental, onde jogaria conforme suas próprias regras.
Enquanto saboreava lentamente seu café da manhã, Dante começou a traçar planos em sua mente. Sabia que não poderia atacar Malfoy de maneira direta isso apenas levantaria suspeitas e poderia trazer consequências indesejadas. Mas havia outras formas, mais sutis e eficazes, de causar impacto. Ele poderia utilizar pequenos feitiços sem varinha para criar inconveniências, desordens e até mesmo constrangimentos, tudo enquanto mantinha uma fachada de inocência, pois como não teria rastro de magia vindo de sua varinha não tinha como provarem que foi ele, é claro que o diretor Dumbledore e a professora Minerva poderiam desconfiar que foi ele já que ele demonstrou a sua magia sem varinha, mas não teriam como provar que foi ele, poderia ser qualquer outro aluno pois Malfoy agia na escola como se fosse o dono, então ele tinha muitos inimigos.
Após terminar seu café da manhã, Dante observou seus colegas se levantando e se dirigindo para as aulas. Ele também se levantou, mas em vez de seguir diretamente para a aula de Feitiços, decidiu fazer uma breve parada na biblioteca. Havia algo que ele queria consultar antes de se reunir com o professor Flitwick algumas passagens sobre runas que poderiam ser úteis em sua jornada para dominar a arte da magia.
Dante se acomodou na cadeira da biblioteca, imerso no silêncio que o cercava, apenas o som suave das páginas virando ecoando no ar. Os livros de runas que havia encontrado eram antigos, carregando o peso do conhecimento de séculos passados. Cada página que ele folheava parecia emanar uma aura de poder, como se as próprias palavras possuíssem uma magia intrínseca.
As palavras escritas no livro eram complexas, entrelaçadas em uma linguagem arcaica que exigia total concentração para ser decifrada. No entanto, para Dante, que já havia enfrentado muitos desafios na vida, essa complexidade era um convite ao aprofundamento, uma provocação à sua mente curiosa e sedenta por conhecimento. Ele leu atentamente sobre as runas, absorvendo cada detalhe sobre como essas poderosas marcas podiam ser moldadas e adaptadas para diferentes propósitos, dependendo da intenção do bruxo que as criasse.
Em meio às muitas descrições, um capítulo específico capturou a atenção de Dante. Tratava-se da aplicação de runas em objetos inanimados, algo que ele considerava particularmente intrigante. Um exemplo interessante no livro era uma runa específica que, quando aplicada a uma cadeira, a fazia se mover para frente. Embora esse fosse um feito relativamente simples, era um indicativo do que poderia ser alcançado com um conhecimento mais profundo e criativo.
Dante, no entanto, estava em busca de algo mais ambicioso. A ideia de aplicar runas para simplesmente mover objetos parecia rudimentar comparada ao que ele realmente desejava alcançar. Ele se lembrou de um conceito que havia lido em um dos livros do orfanato sobre algo chamado "programação". Apesar de ser um conceito trouxa, destinado ao uso de computadores, ele reconheceu um paralelo interessante entre a programação e a aplicação de runas. No mundo trouxa, programação envolvia dar comandos a máquinas para que realizassem tarefas específicas, e Dante começou a ver a magia rúnica sob uma luz semelhante como um meio de "programar" objetos mágicos para que executassem funções complexas.
Essa perspectiva abriu um mundo de possibilidades para Dante. Ele começou a imaginar como poderia criar uma sequência de runas que, quando ativadas, pudessem executar um conjunto de comandos interligados. Se fosse capaz de desenvolver uma "linguagem" de runas, poderia realizar feitos muito mais avançados do que simplesmente mover uma cadeira. Poderia, por exemplo, criar roupas que levitassem de acordo com sua vontade, como ele queria, e talvez até outras aplicações, essa ideia fez a mente de Dante se encher de ideias, rapidamente ele pegou os livros emprestadores e logo foi em direção a aula.
Fala pessoal capitulo novo ai, nesse capitulo eu queria compartilhar algumas ideias com vocês que eu tenho, pra mim runas e programação é a msm coisa só muda a ferramenta que é usada eu vou explorar bastante isso tá, quando ele finalmente conseguir criar uma linguagem de programação runica '-' vai ser muito legal kkkkkk.